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NÓS E A EUROPA

Na passada quinta-feira dia 13 de dezembro o Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Eurostat revelaram que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, expresso em paridade de poder de compra, recuou para 76,6% da média da União Europeia (UE). Os dados revelados INE e pelo Eurostat mostram ainda que a riqueza gerada por habitante caiu, apesar de a economia ter crescido no ano passado ao ritmo mais elevado desde 2000. A paridade de poder de compra é um método alternativo à taxa de câmbio e procura medir o quanto uma determinada moeda consegue adquirir com um dólar, já que bens e serviços têm diferentes preços de um país para outro, ou seja, relaciona o poder aquisitivo de tal pessoa com o custo de vida do local, se ele consegue comprar tudo que necessita com seu salário.

O PIB per capita em Portugal recuou 0,8 pontos percentuais em 2017 face à percentagem registada no ano anterior. Portugal apresentou a quarta riqueza gerada por habitante mais baixa entre os 19 estados-membros da zona euro, atrás da Estónia (78,8%), da Lituânia (78,4%) e à frente da Eslováquia (76,2%), Grécia (67,2%) e Letónia (66,8%). Imagine que a média da UE é o valor 100,então o poder de compra de Portugal está a 76,6% da média da UE, ou seja, estamos abaixo da média do poder de compra da União Europeia.

Entre os 28 Estados-membros da UE, destaca-se o Luxemburgo com o maior índice de volume de riqueza gerada por habitante (253% da média da UE), ou seja, mais de duas vezes e meia acima da média dos estados-membros da UE. A percentagem é também cinco vezes maior do que a da Bulgária, que é o país da UE com o valor mais baixo (com 49,3%). Fora da UE, a Albânia surge em último lugar da lista, com 30,5%.

Em termos nominais, o PIB per capita de Portugal em 2017 apresentou um crescimento positivo (4,6%), determinado pelo aumento nominal do PIB (4,4%) e pela diminuição da população (-0,24%).

O INE adverte, no entanto, que estes resultados “devem ser analisados com prudência, particularmente em termos de evolução temporal, uma vez que ao longo do tempo verificam-se alterações de diferente natureza, nomeadamente ao nível da seleção do cabaz comum de bens e serviços em comparação, dos métodos e fontes dos preços utilizados no exercício das Paridades de Poder de Compra e da substituição de valores preliminares por definitivos da contabilidade nacional”. Mas, ficamos com uma ideia de que a convergência real, ou seja, nivelar por cima o poder de compra na europa comunitária, um dos objetivos da criação da União Europeia, ainda está um bocado longe dos portugueses.

E é com esta ideia que vou fazer os meus votos de um Santo e Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. Que os portugueses se consigam aproximar do poder de compra do europeu médio. Não era um mau desejo para 2019.


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