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MUNDOS PARALELOS

José Castro

Não vou abordar a origem do Universo ou Multiverso, nem a sua infinidade ou finitude, nem sequer se as leis da Física ocorrem de forma idêntica em eventuais universos paralelos. Vou apenas refletir sobre as formas opostas de viver no nosso mundo, aquele que está disponível, mediante um conjunto de direitos, deveres, garantias e liberdades “democraticamente” estabelecidas e as outras que se alimentam precisamente na fuga ou distorção desses mesmos direitos, deveres garantias e liberdades, no sentido de tirar vantagem económica, de poder e controlo sobre os outros!

O mundo obscuro, ou submundo a que faço referência está ligado a todos aqueles que ilicitamente, de forma não ética, se utilizam dos outros para dominar, utilizando-se de todos os meios para tal, como a violência psíquica e física. É sabido que existe um “mundo paralelo” financeiro, decorrente de tráfico de armas, estupefacientes, órgãos humanos, de escravos, de alimentos, de medicamentos, pirataria informática, etc, resultando numa fuga aos impostos, às contribuições sociais e ao engordar de muitas “offshores” e paraísos fiscais. Estimam-se muitos e muitos biliões de euros “perdidos” a nível mundial!

O mais curioso e complexo é que este “mundo negro” coexiste com o nosso mundo normal “branco” e dele se alimenta! Mas não é só de mero branco e negro que se compõem os mundos paralelos. Provavelmente serão mais de “cinquenta sobras de cinza” que encontraremos de um extremo ao outro!

A reflexão desta crónica será levar o leitor, enquanto cidadão e profissional qual a questionar-se sobre a sua “coloração”!  Pois, muitas vezes este submundo curiosamente nem sempre está assim tão bem escondido!

Sempre que um produto ou bem é inflacionado centenas de vezes face ao custo de fabrico, estamos a “trabalhar” numa zona cinzenta!

Sempre que um bem ou serviço, por ausência de concorrência, custar valores absurdos e for imprescindível para uma vida digna, estamos numa outra intensidade de cinza mais intensa!

Sempre que um serviço se concentra meramente no lucro e na desumanização, estamos numa outra nuance de cinza!

Sempre que o Estado “retira” do contribuinte determinada quantia e esta não se transforma numa mais-valia para todos, estamos numa outra tonalidade de cinza!

Sempre que uma organização desportiva, empresarial, etc,  premeia certos funcionários em quantias exorbitantes, estamos em mais uma tonalidade de cinza!

Sempre que esgotamos os recursos naturais do planeta, levando à extinção espécies vegetais e animais visando (ou não) o lucro, estamos em mais uma tonalidade de cinza!

Assim caro leitor, é a sua consciência, daquilo que faz e do que não faz, que lhe vai ditar qual a sua “gradação de cinza”!  Jamais esqueça, que aquilo que semear, mais cedo ou tarde  irá colher…

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