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Cidadania e Sociedade

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, EMPREGO E EDUCAÇÃO

Rui Canossa

Acabo de ver no facebook uma notícia onde uma empresa terá criado um exoesqueleto que aumenta a capacidade humana para trabalhar. Numa espécie de armadura do Homem de Ferro, dos quadradinhos da minha infância, só que supostamente para trabalhar. E lembrei-me logo das possibilidades desta inovação para a indústria militar, como tantas outras.

A inovação tecnológica e os empregos não são um assunto de hoje. Se pensarmos bem começa com a Revolução Industrial do século XVIII. Com a inovação tecnológica, nomeadamente, com a automação e a inteligência artificial a tendência é, sempre, que algumas profissões desapareçam.

Quando se fala de Inteligência Artificial lembro-me do pensamento de Stephen Hawking, físico britânico, que nos deixou em março de 2018, quando dizia que “A Inteligência Artificial pode ser a melhor ou a pior coisa que aconteceu à Humanidade. Ainda não sabemos qual.” Para este génio os robôs iriam provocar um aumento da desigualdade social e que a combinação da Inteligência Artificial e a redução do emprego disponível poderia levar a uma mudança drástica na sociedade. A criação de emprego tecnológico não será proporcional à destruição de empregos.

O think tank independente, Bruegel, estima que, para Portugal, 59% dos empregos apresentam um elevado risco de automação nos próximos 20 anos. Então, ficam as questões pelas quais me tenho interessado nos últimos anos. Em termos educacionais quais serão as competências a desenvolver para o futuro? Como preparar jovens hoje para profissões que ainda não existem? Como professor e formador há 24 anos que me preocupo em tentar dar resposta a estas questões, ainda para mais, para poder contribui para adequar os cursos de planos próprios científico-tecnológicos do Colégio de S. Gonçalo, onde uma das mais-valias consiste precisamente na relação com o mercado de trabalho em contexto de estágio e de forma a preparar os jovens para as necessidades do futuro.

Pelo que tenho tentado acompanhar, na diversa literatura e artigos em revistas científicas, as competências a desenvolver são: o pensamento crítico e inovação. A aprendizagem ativa, a criatividade, originalidade e iniciativa. O Design tecnológico e de programação. Solução de problemas complexos. Liderança e influência social. Inteligência emocional. Raciocínio e formulação de ideias. Análise e avaliação de sistemas. Coordenação, desenvolvimento, economia e gestão.

Prometo que vou continuar a acompanhar este assunto. Com certeza que vai haver mudanças, até no que acabo de escrever, pois a incerteza é a única certeza e o futuro é agora.

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