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Saúde e Vida

A CONVERSAR É QUE A GENTE SE ENTENDE! SERÁ?

           Venha conhecer-se melhor

José Castro

A ideia do “senso comum” que a conversar é que a gente se entende pode na verdade não corresponder à verdade! A “prova” disso caro leitor, são as vezes que gerou conflito com os outros precisamente por ter conversado! Tal análise implica então ir mais fundo sobre o que é “conversar”. Conversar implica essencialmente saber comunicar. E saber comunicar significa “tornar comum” determinada ideia/perspetiva, sobre um tema. “Tornar comum” significa que os agentes da comunicação, no final do processo de “comunicar” comunguem dessa nova perspetiva conseguida. Resumindo: se a pessoa 1 tem a opinião A e se a pessoa 2 tem a opinião B, se ocorreu efetivamente “comunicação” (que implica escuta ativa, empatia, assertividade, inteligência emocional, etc) deverão no final construir uma opinião C, que ambos “comungam” e que só possível pela reflexão conjunta sobre as opiniões A e B.

Será que é este processo que ocorre nas nossas “conversas”? Ou infelizmente, cada um está apenas no ataque (sem escutar nada, com linguagem corporal desajustada, envolvido em emoções de raiva, desprezo e gozo?!) a procurar convencer o “adversário” que a sua opinião é a mais válida e que tem de ser assim! Convencer será sempre uma violação mental do outro!

Caro leitor, esteja atento às suas conversas, tome consciência da mensagem verbal e corporal do outro e procure levar a bom porto as mesmas. Poderá ocorrer que nem sempre será possível uma verdadeira opinião C (comum aos dois) por incompatibilidade “técnica”, mas mesmo assim, não poderão sair os dois mais “ricos”? Respeitando, embora não concordando? Nesse sentido, partilhar o nosso “mapa mental” com o “mapa mental” outro, será sempre enriquecedor e uma mais-valia para os envolvidos.

Só hoje vi, em gravação a reportagem “Prós e Contras” relativo à “medicina convencional” vs “medicina alternativa.” Foi um bom exemplo de como não comunicar! Alegadamente participavam pessoas altamente qualificadas em termos técnicos e científicos mas principalmente aqueles que defendiam a “medicina convencional” demonstraram uma total incapacidade de ”saber comunicar,” utilizando-se da “alegada” superioridade, do gozo, insulto e humilhação, para fazerem prevalecer a sua ideia.

Como seria interessante terem como prioridade o bem-estar do ser humano. Afinal, cada uma das visões tem seu espaço e poderão caminhar lado a lado. Esperemos que num futuro próximo a verdadeira comunicação possa existir a bem da nossa Saúde Integral (bem-estar físico, mental, social e espiritual).


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