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COINCIDÊNCIAS DA VIDA

Rita Teixeira

Há coincidências na vida e a vida é uma coincidência.

Debatendo me com a última crónica, na qual anunciava a minha desistência da luta contra a doença e posteriormente os incentivos cronistas para continuar a escrever, não voltei a rastejar por entre a lama que encontrara no fundo do poço e agarrei fortemente à corda lançada por um amigo e, com uma força inabalável e inexplicável para mim, subi lentamente, rejuvenescendo para a vida!

A fluidez das palavras saídas da mente para os olhos, essenciais para escrever no computador, não mergulhavam no olhar e, desde esse dia, nunca mais publiquei um texto escrito para publicar, excepto as memórias e pequenos excertos de mensagens instantâneas.

Ao constatar no dia 10 de abril se assinalou o dia Mundial da Saúde e sendo eu uma portadora de uma doença neuro degenerativa, optei por escrever uma crónica sobre a saúde, brincando com o nosso
Património Oral.

A saúde é um tesouro que deve ser guardado a sete chaves no cofre do coração. Não o abram levianamente pois “quem tem saúde e liberdade, é rico e não o sabe”. E é, sem qualquer dúvida alguma, “melhor ter saúde, do que ter cinco reis na algibeira”.

Embora o coração deva manter-se fechado para guardar a saúde devem manter-se algumas frinchasinhas de forma a que entrem pequenos vales de saúde, mas abram as portas e janelas da vossa casa para que entrem os raios solares, pois “casa onde entra sol, não entra médico”.

Sorrateiramente, vá até à janela e debruçando-se no peitoril, coma uma peça de fruta, porque “uma maçã por dia, dá uma vida sadia”. Quando se sentir em baixo saia de casa e vá cantando pois “quem canta, seus males espanta”.

Cuidado com a alimentação, não comam em excesso. A saúde pede “cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”. Assim sendo “coma para viver, não viva para comer”.

Todo o cuidado é pouco pois quem “bem cura, muito dura”. Fui assaltada há anos e do meu coração tiraram a saúde, o bem mais precioso. No entanto não me roubaram a esperança, porque “enquanto há vida há esperança”.

Tudo na vida tem a sua importância já que o amor e a amizade valorizaram mais a minha vida.


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