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“CONVERSAS COM CIDADÃOS DO MUNDO” ORGANIZA DEBATE CÍVICO FORA DA AGENDA DE PARTIDOS

O meu artigo desta semana será sobre “Conversas Com Cidadãos do Mundo – Especial Europeias”, que se realizará esta sexta-feira, 26 de Abril, pelas 21 horas, mais uma vez no Centro de Negócios Ideia Atlântico, em Braga.

Esta edição especial Europeias tem um objectivo diferente das sessões anuais das Conversas Com Cidadãos do Mundo e é dedicada à mobilização das pessoas à participação nas Eleições Europeias. Esta é uma iniciativa organizada pela sociedade civil para a sociedade civil, arredada da agenda dos partidos políticos, com o único objetivo de esclarecer as implicações das eleições dos eurodeputados no desenvolvimento do país, fazer uma retrospetiva custo-benefício da integração de Portugal na União Europeia e na discussão de estratégias que possam abrir caminhos para que todos possamos beneficiar ainda mais com o Projeto Europeu.

Apesar de muitas políticas estruturantes serem já tomadas ao nível europeu, as eleições para o Parlamento Europeu registam historicamente níveis elevados de abstenção. Lamentavelmente nas campanhas eleitorais para as Europeias, muitas vezes, debate-se tudo menos o projeto Europeu. Pretendemos com esta edição especial Europeias das “Conversas Com Cidadãos do Mundo” debater e informar sobre a União Europeia e, dessa forma, procurar contribuir para um aumento da participação no próximo ato eleitoral de 26 maio (Domingo). Sem ambiguidades queremos promover a Europa como um projeto pela Paz, pelo Desenvolvimento e pela Cidadania Europeia.

O “Conversas Com Cidadãos do Mundo” é organizado pelo grupo informal “O Poder das Palavras”, Ideia Atlântico, Dish Mob de Braga, Dish Mob Ponte da Barca, Correio do Minho, Diário do Minho e RUM, que nesta edição junta ainda como parceiros institucionais a Câmara Municipal de Braga e a Associação Comercial de Braga. Estas parcerias, são importantes para que este projecto se afirme da Sociedade Civil para a Sociedade Civil.

As Conversas Com Cidadãos do Mundo têm como objetivo informar, debater e promover, as vantagens da abertura ao Mundo, do conhecimento de novas culturas, da promoção da tolerância entre povos e o multiculturalismo. Acreditamos que estes são os pilares para construirmos um planeta mais progressista e em paz. Debater a Europa e o seu projeto está, pois, no ADN desta iniciativa.

“CIDADÃOS DO MUNDO” DA EDIÇÃO ESPECIAL EUROPEIAS

Mais uma vez a iniciativa será moderada pelos órgãos de comunicação social do Correio do Minho, Diário do Minho, Rádio Universitário do Minho – RUM, com os seguintes Cidadãos do Mundo:

 Ana Gomes

Ana Gomes, deputada no Parlamento Europeu desde 2004, pelo Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu. Não é candidata a novo mandato por opção.

Frontal e combativa contra todas as injustiças foi no actual mandato vice-Presidente da Comissão Especial sobre Crimes Financeiros, Evasão e Elisão Fiscais (TAX3), comissão esta com o objectivo de reforçar a União Europeia e servir os cidadãos, combatendo a injustiça fiscal e a criminalidade organizada que existe nos paraísos fiscais. Segundo as conclusões do relatório elaborado por esta comissão todos os anos os orçamentos nacionais perdem cerca de 825 mil milhões de euros, que poderão ser usados para financiar as infraestruturas em saúde, transportes ou a transição ecológica, essencial para os cidadãos. As medidas recomendadas neste relatório são:

1-   As empresas devem pagar os seus impostos onde provém os seus lucros de forma transparente e pública.

2-   Lavagem de dinheiro deve ser tratada de forma séria e firme  para descobrir onde o dinheiro está escondido.

3-   Zonas onde obras de artes e bens preciosos estão escondidos, devem ser proibidos.

4-    Harmonização do sistema do IVA deve ser realizada para evitar a perda de €50 mil milhões por ano ao crime organizado e aos terroristas.

5-   Imposto digital deve ser criado sobre receitas derivadas de anúncios de Tech Giants como o Facebook e Google.

Para além de pertencer à Comissão Especial sobre Crimes Financeiros, Evasão e Elisão Fiscais (TAX3) faz parte das seguintes comissões:

  • Subcomissão da Segurança e da Defesa
  • Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos
  • Delegação para as Relações com os Estados Unidos
  • Delegação à Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo

Neste mandato, Ana Gomes também participou em várias missões do Parlamento Europeu, tendo nomeadamente visitado o Afeganistão, Bósnia e Herzegovina, República Popular da China, Estados Unidos, Kosovo, Líbano, Indonésia (incluindo Aceh), Iraque, Israel, Palestina, República Democrática do Congo, Síria, Sudão (Darfur), Chade, Timor-Leste, Turquia.

Ana Gomes, que anteriormente à sua experiência parlamentar na União Europeia, teve uma carreira diplomática de mais de 20 anos, fazendo parte da Missão Permanente de Portugal junto das Nações Unidas em Genebra, coordenando a Delegação Portuguesa ao Conselho de Segurança, em Nova Iorque, exercendo funções de Conselheira na Embaixada de Portugal em Tóquio e em  Londres, sendo também Embaixadora de Portugal na Indonésia no período em que se deu a independência de Timor-Leste da Indonésia.

Assim sendo, como Cidadã do Mundo nestas Conversas caberá partilhar connosco os Desafios da UE, do Parlamento Europeu e sobre o aprofundamento da Cidadania Europeia.

Gonçalo Lobo Xavier

Gonçalo Lobo Xavier, viveu e estudou nos Estados Unidos e na Finlândia, é atualmente Diretor Geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

É membro indicado pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) para o Conselho Económico e Social Europeu (CESE), órgão consultivo da União Europeia , tendo sido Vice-Presidente deste comité de 2015 a 2018. É delegado nacional do programa Horizonte 2020 em Inovação nas PMEs e acesso ao financiamento de risco e também é membro da Missão “Portugal IN”, estrutura temporária, sob dependência do primeiro-ministro, com o objetivo de atrair para Portugal investimentos que pretendam permanecer na União Europeia após a saída do Reino Unido.

Irá partilhar connosco o impacto da UE no tecido empresarial Português e qual a janela de oportunidade para futuros investimentos que possam impulsionar a nossa economia.

Catarina Tavares

Catarina Tavares, Secretária Executiva da UGT para a área Internacional pertence ao Comité para o Diálogo Social Europeu e à Confederação Europeia de Sindicatos.

Irá abordar os Desafios do Movimento Sindical Europeu e debater a situação laboral atual na Europa.

José Oliveira

José Oliveira, é atualmente Coordenador dos Projetos de Inovação na Bosch Car Multimédia Portugal, SA, responsável pela parceria estabelecida entre a Bosch e a Universidade do Minho em projetos financiado pelos programas da União Europeia.

É também docente na Escola Superior de Ciências Empresariais de Valença e Membro do Conselho Geral da TUB.

Irá apresentar a importância das sinergias entre as Empresas e as Universidades como impulsionadoras do projeto da Europeu e quais as tecnologias e projetos que terão mais impacto no futuro da União Europeia.” 5

João Cerejeira

João Cerejeira, Doutorado em Economia pelo Instituto Universitário Europeu (Florença, Itália), Professor Auxiliar na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho e investigador do – Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais (NIPE), é também investigador colaborador do CIPES – Centro de Investigação em Políticas do Ensino Superior (U. Porto e U. Aveiro). Leciona nas áreas da economia do trabalho, economia urbana e regional e econometria aplicada.

Irá fazer uma retrospetiva como seria o Minho se Portugal não fosse membro da União Europeia, quais os investimentos que potenciam o desenvolvimento económico e a coesão de uma região. Também irá desenvolver cenários e desafios da UE que possam reportar valor para o Minho.

Nestas Conversas pretendemos que haja um debate neutral, profundo mas ao mesmo tempo acessível sobre a União Europeia e sobre o papel do Parlamento Europeu. É fundamental que tiremos algumas lições sobre o Brexit, onde os argumentos sobre contribuidor líquido e a falta de conhecimento como as instituições Europeias funcionam, deixaram durante muito tempo que se sobrepusessem ao valores e à visão da UE. É preciso que não só aprofundemos a Cidadania Europeia, dando por exemplo o poder de voto em todas as eleições nos países em que residam, como também saibamos explicar aos Cidadãos o que é União Europeia, como funciona e encontrar formas que estes interajam com ela. A União Europeia é um projecto “win to win” e não poder ser apenas reconhecido pelo Mercado Único, ou pelas transferências monetárias entre Estados, é preciso quebrar mitos e que seja conhecido como um projecto para as pessoas e principal pela Paz. Pois, o legado da Paz é por si só suficiente para que a União Europeia seja um Sucesso.


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