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Saúde e Vida

HÁBITOS TABÁGICOS – CONTINUAMOS A FAZER OUVIDOS MOUCOS

Sandra Sampaio

Estamos “fartos” de ouvir as campanhas antitabágicas a dizer: “O tabaco mata!”. Mas a verdade é que continuamos a fazer “ouvidos moucos“.

Nunca é demais alertar que o tabaco contribui para a diminuição da qualidade de vida e pode conduzir à morte.

O tabaco é constituído por mais de 4000 substâncias, algumas com efeitos tóxicos e irritantes, outras com efeitos cancerígenos e de dependência. O consumo de tabaco é uma das principais causas de morte e doença evitável. E quase um quarto dos portugueses fuma.

As consequências orais do consumo tabágico vão desde a halitose, pigmentação e cancro oral. É frequente nas nossas consultas vermos a pigmentação dentária, aquelas manchas escuras, feias, que se instalam nos dentes. E é claro, esteticamente ficam “menos bem”. É nestas alturas que o médico dentista aproveita para alertar, não só para as consequências da permanência deste hábito para o tecido dentário, bem como para todos os tecidos que circundam os dentes. É o primeiro rastreio a nível de cancro oral. Daí a importância da consulta regular ao seu médico dentista, pois quem fuma está incluído num grupo de alto risco, tal como quem consome álcool.

O cancro oral é o 6º cancro mais comum, com uma elevada taxa de mortalidade.

Muitas vezes há técnicas e procedimentos que são colocados em risco e inviabilizados pelo hábito tabágico, como por exemplo, os implantes e restaurações, pois o risco de recidiva de cáries é real.

Quando a preocupação é a “limpeza”, muitas vezes está instalada a estomatite nicotínica e a periodontite (inflamação da gengiva) que levam à perda dentária e à ocorrência frequente de aftas.

Lembre-se, há imprevistos durante a nossa vida que estão fora do nosso controlo, mas não dê motivos, nem alimente as causas, para que esses imprevistos aconteçam. Procure mudar os seus hábitos, adote um estilo de vida saudável.

Alerto: qualquer alteração na sua cavidade oral, de cor, endurecimento, perdas de sensibilidade, lesões que não cicatrizam, crescimento tecidual e lesões que são indolores, na sua fase inicial, tornando-se progressivamente dolorosas, são sinais de alerta! Por favor, recorra ao de imediato ao seu médico dentista.


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