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Saúde e Vida

RETENÇÃO DE LÍQUIDOS: O PESO DA ÁGUA

Lara Guerreiro

Com a chegada do calor, algumas pessoas veem surgir ou agravar a chamada retenção de líquidos, manifestando queixas várias, como pressão arterial baixa, inchaço nalgumas zonas do corpo, principalmente mãos, pés e barriga, e sensação de pernas pesadas. Nesta altura do ano, aumentam também os pedidos por soluções naturais para combater esta situação, pelo que no artigo de hoje partilharei consigo alguns conselhos essenciais e práticos que podem ajudar.

De referir, no entanto, que tratamos aqui da retenção de líquidos dita leve ou ligeira, incómoda mas inofensiva. Não falamos da acumulação de líquidos excessiva, ou edema, que pode estar associada a problemas graves de saúde e requer, naturalmente, acompanhamento médico.

A retenção de líquidos pode ter diferentes causas, sendo as mais comuns a insuficiência venosa, as alterações hormonais da mulher e o estilo de vida (sedentarismo e alimentação desequilibrada). No Verão, a retenção afecta ainda mais pessoas, pois o calor provoca vasodilatação venosa para facilitar a troca de temperatura entre o organismo e o meio ambiente, arrefecendo-o. Por esta razão podemos ficar com algumas zonas do corpo mais vermelhas e inchadas nos dias de muito calor. As oscilações deste peso da água podem ser dramáticas na balança, com variações de peso que podem ir até 3 Kg de um dia para o outro.

Vamos a dicas para minimizar ou eliminar a retenção de líquidos:

  • Exercício físico: cá está ele, sempre bom para tudo e até para a retenção. Qualquer exercício promove a transpiração, logo, aumenta a eliminação de água através da pele. Sabia que pode perder 0,5 a 2,0L por hora, dependendo da intensidade da actividade, da temperatura, da roupa e da humidade do ar?
  • Água: parece um contra-senso, mas não é. Um bom aporte de água ao longo do dia é essencial para evitar a sensação de inchaço, já que a água é fundamental para a fluidez óptima do sangue e para a estimulação da função renal na eliminação de líquidos e toxinas em excesso. Deve ingerir 1,5 a 2,0L de água por dia, simples ou sob a forma de líquidos não açucarados, como chás, infusões ou  águas aromatizadas.
  • Electrólitos: estes minerais com carga eléctrica, como o magnésio, o cálcio e o potássio, desempenham importantes funções no organismo, sendo a regulação do balanço da água uma delas. Por esta razão, beber água não chega, e deve fazer por manter o equilíbrio destes minerais, nomeadamente através do consumo de alimentos onde estes abundam, como frutas e os legumes.
  • Sal: o sal (cloreto de sódio) é um dos principais inimigos da retenção de líquidos, por causa do sódio. O seu consumo excessivo leva a maior retenção de água nos tecidos, contribuindo também para o aumento da hipertensão arterial. Deve, pois, reduzir o sal adicionado à dieta, optando por usar mais ervas aromáticas e especiarias, e evitando os alimentos ricos em sal, como queijos, enchidos, manteigas, alimentos liofilizados, caldos de tempero, molhos, pratos pré-confeccionados, entre outros.
  • Plantas diuréticas: parte da água que bebemos ao longo do dia pode ser ingerida na forma de infusões de plantas com propriedades diuréticas que estimulam o rim a expelir mais água e mais sódio. Chá-verde, chá-vermelho, dente-de-leão, cavalinha, videira vermelha, folha de abacate, hibisco, salsa e centelha asiática são algumas das plantas diuréticas mais conhecidas e eficazes, com inúmeras outras vantagens da saúde.
  • Cafeína: em doses moderadas, tem um efeito diurético importante que pode auxiliar na redução da retenção de líquidos, desde que consumida a par de uma boa ingestão de água. Pode ser obtida naturalmente através do café ou da folha de chá.
  • Alimentos: os alimentos que combatem e previnem a retenção de líquidos são, sem surpresa, aqueles ricos em água e/ou em electrólitos como o magnésio, o cálcio e o potássio. Legumes em geral, com destaque para o pepino, tomate e os vegetais de folhas verdes escuras; frutas em geral, com destaque para o abacate, o ananás, a banana e a melancia; ainda, os frutos oleaginosos, as sementes, o chocolate negro e o leite e seus derivados.

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