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Cidadania e Sociedade

EMERGÊNCIA CLIMÁTICA? PARA QUEM?

José Castro

Sabemos que tudo no Universo está em modo “dinâmico”!  Mas esse dinamismo nem sempre nos é favorável. Na nossa casa, o Planeta Terra, sabemos que as causas desse dinamismo podem ser chamadas “naturais” (seria um outro assunto) e outras serão fruto da atuação do ser humano, como principal agente destruidor de inúmeras espécies vegetais e animais assim como responsável por diversificados tipos de poluição causadores de milhares de mortos anualmente! A somar a tudo isso, o consumo exagerado dos recursos naturais, faz com que haja mais necessidades do que planeta disponível a cada ano. Assim, se o mundo vivesse como Portugal, teríamos esgotado os recursos disponíveis para um ano já em 26 de Maio! Mas amanhã é outro dia.,.e tudo parece igual! Mas será?

Não deixa de ser curioso que aquando os grandes incêndios e a seca desse ano Portugal viu-se obrigado a transportar água de uns locais para outros! Sinais de alerta que apenas incomodam quando ocorrem! Mas um dia será em todo o país! E depois em muitos outros países! O conforto e o “bem bom” tidos como certos, afinal não serão assim tanto e calamidades que ocorrem noutras zonas do Planeta afinal deslocar-se-ão para cá! Estamos preparados?

Afinal “o direito ao ambiente está indissociavelmente ligado ao dever de o proteger, de o preservar e de o respeitar, de forma a assegurar o desenvolvimento sustentável a longo prazo, nomeadamente para as gerações futuras” conforme Lei nº19/14.

Se estamos a herdar o que semeamos ao longo das últimas centenas de anos, sabemos que reverter a situação demorará imenso tempo. Temos por isso de urgentemente semear outras atitudes, comportamentos, paradigmas… à luz das mais recentes evidências científicas.

Esta revolução não diz apenas respeito ao mero cidadão (o consumidor) mas fundamentalmente aos grandes grupos industriais e económicos no mundo, que deverão utilizar as melhores tecnologias disponíveis, em prol do ambiente, no fabrico de produtos amigos do ambiente, na minimização de resíduos e na superior reutilização e reciclagem dos mesmos. Impõe-se uma cidadania ambiental cuja sensibilização e prática dever surgir na família e pedagogicamente em todo o sistema de ensino.

A conceção de que o ser humano é o dominador, que aniquila e domina os outros seres a seu bel-prazer está a reverter-se contra ele, pondo em causa a sua própria existência! O planeta, esse seguirá sempre o seu caminho, mesmo que ferido pelo ser humano, pois outras espécies se adaptarão às novas condições agressivas que surgirem!


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