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AMAR DEPOIS DE AMAR

Anabela Moreira

Dou formação há muito anos. Desde 2004 na verdade. Há uma coisa que nas formações comportamentais que refiro: a capacidade do ser humano de reproduzir padrões. Padrões conhecidos. Mais do mesmo. Equipa que ganha não se mexe. E outras coisas que tais. Padrões que nos são impostos pela família. Pela sociedade. Pelos amigos. Por nós. Não interessa: padrões!

A minha história é longa. Faço 42 anos este ano. Nasci sob o signo de sagitário e sob o seu ascendente também. Às 7h45 de uma manhã de dia 2 de dezembro no bom ano de 1977 (podem fazer o mapa astral. Partilhem também se for o caso!). Cresci com uma mãe determinada e trabalhadora e um pai trabalhador e determinado. Cresci com 2 irmãos trabalhadores, homens, referências para mim. Muito podia dizer por aqui, mas não vos quero perturbar com detalhes.

Sempre fui atrás dos meus sonhos. Objetivos com data de cumprimento e podem-me pedir contas deles todos que eu sou “accountable”! Uns com sucesso, noutros menos e noutros embati de frente mesmo e afundei. Hoje sou muito, muito forte e sei bem a quem o devo.

O outro dia, por causa das redes sociais uma amiga perguntava: “já com outro namorado?”. Sim. Claro. As vezes que forem necessárias para ser feliz! E foi isto mesmo o que lhe disse.

Não quer dizer por isso que não fui feliz nos meus 2 casamentos anteriores. Fui sim. Tive o privilégio de fazer parte da vida de 2 pessoas incríveis. O meu primeiro marido, médico, ortopedista, boa pessoa e de um sentido de humor incrível, foi a pessoa que me questionou sempre e me fez querer saber sempre mais sobre tudo. Um Homem da ciência, uma pessoa de fé, faz muito felizes todos os dias as pessoas que salva e cura. É uma pessoa linda. Namorámos 8 anos, e no dia desses 8 anos, casámos numa cerimónia linda. Estivemos casados 5 anos. “We grew together, and we grew appart”. É esta a nossa história. Hoje ele é o rosto da felicidade. Casou e teve 2 filhos lindos. Desejo-lhe sempre, todos os dias, todo o bem do mundo para ele e para a família.

O meu segundo marido, advogado de profissão, ensinou-me que as coisas mudam muito. Todos os dias mudam. Todos os minutos mudam. Ensinou-me o que é um sacrifício. Nunca me teria licenciado em Psicologia se não fosse ele. Nunca teria feito e passado muita coisa se não fosse ele. Lembro-me mesmo de muitos “nuncas” que realmente nunca teriam acontecido se não fosse ele. De uma inteligência e perspicácia incrível. Filho de um advogado-poeta e de uma verdadeira flor, delicada e sensível. Neto de uma verdadeira Senhora. A vida nunca é o que sonhámos para ela. É mais. Mais rica a realidade do que os sonhos. Há coisas que precisam de parar naquela hora, naquele momento para que as pessoas possam crescer. Ele está a crescer sem mim. A crescer muito mesmo. Eu também. Devo-lhe muito, muito mesmo.

Amar depois de amar é isto: amar tanto as pessoas que são a nossa vida que a possamos largar à sua sorte, ao seu mundo, a um mundo onde sejam mais felizes. E é isso que quero para mim e para eles: que sejam verdadeiramente felizes.

Amar depois de amar tem nome de Bruno. Encontrámo-nos no dia 15 de março de 2019 num acaso do destino (para quem acredita nele) e, no entanto, andámos sempre atravessados na vida um do outro. Mas o importante é que nos encontrámos e já não nos largamos mais. E este é o elogio ao amor puro que quero fazer. E volto à formação que dou desde 2004. Digo sempre que a persistência é a fórmula do sucesso: persiste. Acredita. Ama. Transpira amor. Sempre. Vale a pena. Ama na mesma proporção da felicidade. Sê feliz na mesma proporção do amor (do teu amor-próprio e do que recebes).

Já tive oportunidade de escrever cartas de amor ao Bruno, algumas espalhadas pelas minhas redes sociais e digo, na minha verdade, que o maior problema da humanidade nos dias de hoje é a comunicação, com os outros/as e consigo mesmo/a. A auto-sabotagem, o “ter de ser” (que não tem de ser) o não nos permitirmos ser felizes, bloqueia muita coisa.

Você tem o direito a ser feliz. Claro que sim! Do que é que está à espera?

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