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VÁ PARA FORA CÁ DENTRO

Rui Canossa

Não sei muito bem como começar este artigo e tive sérias dificuldades em escolher o título e os hashtags. Se calhar vou começar dizendo, para uma pessoa que vai tendo a oportunidade de fazer algumas viagens, inclusive, esteve em Santorini há quatro meses, ir à Madeira foi uma experiência única. Das melhores férias da minha vida e do meu filho também, que também me acompanhou na viagem a Atenas e Santorini. E é tão fácil ir. Apanhámos o voo da Transavia às 8.20 do aeroporto Sá Carneiro e por volta das 11.30 já estava a beber uma bebida fresca de boas-vindas no Pestana CR7 Hotel em plena Avenida do Mar com vista para a Marina e o porto dos cruzeiros. Que imagem lindíssima. Sugeriram-nos então que fossemos almoçar à Taberna do Ruel onde eu comi umas gambas e o Zé, que já tinha saudades, um prego em pão bolo do caco. Fizemos o check-in às 15 horas e fomos relaxar para a piscina infinita do hotel e aproveitar o resto do dia que começara às 4.20 da manhã. À noite um passeio pela marginal até ao teleférico onde encontrámos o nosso restaurante de eleição, o Madeira Story Centre, no terraço do terceiro andar, com vista para o mar azul. A minha escolha recaiu no famoso bodião da Madeira, grelhado, divinal. O Zé apostou tudo num bife à casa. Como grandes apreciadores da gastronomia portuguesa as sobremesas foram a trilogia, composta por doses de pudim de maracujá, pudim de caramelo e cheesecake.

No dia seguinte fomos de teleférico até ao Monte e de seguida apanhámos, a poucas dezenas de metros o outro teleférico que nos conduziu ao famoso jardim botânico fundado por Rui Vieira. Que jardim fantástico, com mais de 2 500 plantas, oriundas de todos os continentes que coexistem em harmonia, cerca de 300 aves exóticas e 200 espécies indígenas da Região. Depois, e como queríamos andar nos cestos e ver o jardim tropical, decidimos almoçar pelo restaurante das Babosas e desfrutar da magnífica esplanada. A seguir ao repasto fomos andar nos famosos cestos, os “Carreiros” do Monte surgiram no início do século XIX, época em que eram usados como meios de transporte público pelos residentes locais que pretendiam viajar rapidamente desde a freguesia do Monte até a cidade de Funchal. Hoje, os carros de cesto do monte são usados para transportar milhares de turistas todos os anos, que procuram um passeio cheio de emoções, adrenalina e uma experiência inesquecível com vistas esplêndidas sobre a cidade do Funchal, a 15€ por pessoa. Após a descida, num passeio emocionante de até 38 km por hora, este é um rápido passeio de 2 km por estradas íngremes e sinuosas que nos levou até ao terminal do Livramento, no Funchal. Apanhámos um táxi e viemos para cima outra vez para visitar o Jardim Tropical Monte Palace. A vegetação deste Jardim, propriedade da Fundação José Berardo, tem vindo a crescer com a introdução de plantas vindas de todo o mundo. Foram já plantadas cerca de 100.000 espécies vegetais, entre azáleas, urzes e árvores diversas, para além de uma grande variedade de fetos. O jardim apresenta também uma coleção de centenárias cicas (encephalartos), consideradas fósseis vivos. Das 72 espécies conhecidas, este jardim conta com cerca de 60 variedades. Depois do Jardim Tropical voltámos de teleférico até à marginal e ainda houve tempo para ir visitar o museu CR7 onde está retratada a história do maior futebolista português Cristiano Ronaldo. À noite havia que retemperar as forças e lá fomos nós no nosso Panda até ao Story Centre. Desta vez comi um pargo grelhado. Após o apronto degustativo fomos dar uma volta pela zona velha da cidade e comer um gelado na esplanada do restaurante The Ritz. Como andar a pé dá sede, do outro lado do CR7 há um bar muito bonito chamado a gruta, cujo nome deriva do facto de estar escavado por debaixo do Jardim de Santa Catarina, outro lugar lindíssimo, junto ao Governo Regional da Madeira e do Casino. Voltando ao Gruta bebemos a famosa poncha, bebida tradicional e emblemática da Madeira, feita de aguardente de cana-de-açúcar, açúcar e sumo de limão.

No dia seguinte pegámos no pandinha e fomos percorrer a parte ocidental da ilha, Câmara de Lobos, subimos ao Cabo Girão e ao seu miradouro envidraçado, Ribeira Brava e Ponta do Sol, onde almoçámos no Caprice onde comemos espetada em pau de loureiro e bacalhau à lagareiro. Foi na Ponta do Sol que encontrámos os meus ex-alunos Susana e Pedro, também eles à aventura! A seguir ao repasto fomos até à Calheta, Paúl do Mar, Ponta do Pargo e Porto Moniz, onde aliás, visitámos o seu aquário. Seguimos pela Ribeira da Janela, até S. Vicente, que estava em festa, passámos por Ponta Delgada, a da Madeira claro, Boa Ventura, Arco de S. Jorge e fomos visitar as famosas casas de Santana. Depois foi o regresso ao Funchal por S. Roque do Faial percorrendo a estrada regional 203 e 103 e, chegados a Ribeiro Frio, um nevoeiro tão intenso que mal se via a estrada.

Dia seguinte, Santa Cruz, Machico e Ponta de S. Lourenço onde se pode fazer o percurso número 8 de 3 Km e de 2,5 horas de duração com uma vista lindíssima do mar e que atrai caminheiros de todos os países. Seguimos para Porto da Cruz almoçar peixe espada com creme de gambas com uma vista para o mar! Mais um sítio lindo. No dia seguinte foi tempo de regressar com a ideia de umas férias fantásticas.

E como a crónica já vai longa vou dar um conselho, vá para fora cá dentro, visite a Madeira.

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