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A LIBERDADE DE SER DIFERENTE E DE FAZER A DIFERENÇA

José Castro

Alegadamente, há precisamente 169 anos, o príncipe D. Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas, o atual   Estado do Amazonas. Há 28 anos, também a 5 de setembro, entrou em vigor a Convenção sobre os Povos Indígenas e Tribais, convenção nº 169.

Sabemos o que tem estado a acontecer na Amazónia. O Pulmão do Planeta está a ser destruído a uma velocidade nunca vista. Os lobbys  da agropecuária e da indústria madeireira destroem milhares e milhares de hectares de floresta, ameaçam a biodiversidade da região e poluem o Planeta. Um ecocídio à “vista” de todo o mundo! Claro que implicitamente todos somos cúmplices, (uns mais que outros) decorrente da utilização que fazemos dos recursos naturais daquela região, nomeadamente através da alimentação que fazemos.

Um outro aspeto a considerar é que, apesar da ratificação de um conjunto numeroso de instrumentos internacionais, desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, os Povos Indígenas e Tribais continuam a ser dizimados, explorados, roubados e confinados a áreas indignas.

Tive oportunidade de estar pessoalmente, há uns anos, com o Guarani Kaiowá Ládio Verón, da tribo Taquara, que é um exemplo da luta indígena no Brasil. Ele rinha sido torturado, espancado e constantemente ameaçado. Ele tinha receio de acabar como seu pai, o líder Marcos Véron que foi assassinado. Mais uma vez, o mundo assiste ao pedido de socorro dos verdadeiros habitantes daquela região, e nada acontece! Quantos mais vão ter que ser assassinados? Quanto mais vão ter de se suicidar pela incapacidade de sobreviver? Qual o número de mortes necessárias para a comunidade internacional agir? Ou infelizmente interessa acabar com todas as tribos e roubar todas as riquezas daquele local?

Neste dia, em que também se comemora o Dia Internacional da Caridade, será um exemplo desta, a nossa solidariedade para com aqueles povos que assim como nós têm todo o direito a existir seguindo a sua cultura e com quem temos muito de aprender, nomeadamente o respeito pela Mãe Terra.

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