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INDÚSTRIA 4.0. JÁ OUVIU FALAR?

Rui Canossa

#fazeramudança 8#desenvolvimentodeportugal

A maioria de nós já ouviu falar em indústria 4.0. ou a quarta revolução industrial, como também é conhecida. Esta revolução, uma das maiores que a humanidade assistiu na era moderna, assenta na digitalização, o casamento entre os mundos cibernéticos e o físico, orientado para o consumidor, que potencia a personalização, melhor eficiência e produtividade reduzindo os desperdícios. Esta revolução veio paulatinamente, herdando o melhor da terceira revolução, dos anos 70 do século XX, com a chegada do computador e da automatização. Para situar o leitor, a primeira revolução industrial é a da mecanização da produção, usando como tecnologias a água e a máquina a vapor, de meados do século XVIII, a segunda revolução, é a produção em massa e o uso da energia elétrica, no final do século XIX. Mas também não se preocupe muito com esta história das revoluções industriais, pois, dependendo dos autores, já vi defenderem desde uma única revolução industrial a sete ou oito!

Voltando à indústria 4.0, segundo a consultora McKinsey, o elevado volume de dados gerados pelas máquinas, registados através de sensorização, é uma das circunstâncias que mais alimentam esta revolução. Com ele se conjugam o poder computacional e de conetividade e o surgimento de capacidades analíticas e de business-intelligence, que permitem digerir toda esta informação gerada e partilhada entre equipamentos. Juntando-se as novas formas de interação homem-máquina que é possível estabelecer e as melhorias na transferência de instruções digitais para o mundo físico e temos os alicerces de uma verdadeira fábrica do futuro.

Assim sendo, a indústria 4.0 trata-se de uma evolução dos sistemas de produção industrial que garante vantagens como a redução de emergia e de custos, bem como o aumento da qualidade e segurança e uma maior eficiência dos processos. No centro desta revolução está o uso em massa da internet e a consequente disponibilidade da informação em tempo real, através de plataformas digitais, os produtos, as máquinas e as pessoas encontram-se cada vez mais ligados em rede.

Se o futuro aponta para aqui, então há que estabelecer uma estratégia em Portugal. Num país onde o nível de digitalização das empresas é baixo e muito baixo, cerca de 75%, do tecido nacional, o número de trabalhadores a requalificar e formar em competências digitais é de 200 mil onde se irão verificar mais de 350 programas transformadores financiados.

Em relação às competências para a indústria 4.0, o que deve interessar não só às escolas mas a toda a sociedade em geral, destacam-se dois níveis, as Hard Skills e as Soft Skills. As Hard Skills, são competências digitais em tecnologias da informação e comunicação ainda mais específicas consoante o setor e área de atividade; manuseamento de máquinas ao nível da robótica e automação; inteligência sustentável e o conhecimento específico. Nas chamadas Soft Skills, destacam-se o pensamento crítico; inteligência social; colaboração; compreensão do mercado; competências cognitivas e flexibilidade de adaptação à mudança.

A mudança é um fator de desenvolvimento. Mas para esse desenvolvimento se traduzir numa melhoria da qualidade de vida é preciso estar preparado para aceitar a mudança e transformá-la em algo positivo, quer a nível individual, quer coletivo. Abracemos a mudança, procurando cada um de nós a melhor forma de darmos o nosso contributo para um futuro melhor.

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