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Cidadania e Sociedade

DIREITOS HUMANOS! LETRA MORTA?

Sónia Veloso Lima

Não vivemos em conflito, mas vivemos numa sociedade injusta e desigual pelo que, ser humanista é combater esses desequilíbrios.

No final de cada conflito armado são, constantemente e incansavelmente, proferidos discursos de censura e promessas de que jamais tais episódios voltarão a ocorrer. Foi no seguimento da Segunda Grande Guerra que surgiu a Declaração dos Direitos Humanos a 10 de Dezembro de 1945, faz precisamente amanhã setenta e quatro anos. A proliferação de legislação e criação de organismos internacionais propagaram-se no pós guerra, basta lembrar a criação da ONU e a Convenção Para a Prevenção e Punição do Genocídio. Ora, apesar da intervenção legislativa e criação inclusivamente de Tribunais Penais Internacionais, a verdade é que os conflitos nunca cessaram. A segunda metade século XX ficou manchada pelo Genocídio da etnia Tutsi no Ruanda e pela limpeza étnica levada a cabo nos Balcãs. Durante este jovem século, já assistimos vergonhosas situações ocorridas no Iraque, Afeganistão, Líbia e outros. Perante isto, cumpre questionar  para que servem os Direitos Humanos? Serão apenas letra morta? Lamento que em boa parte só sirvam de retórica política e tenham uma aplicação utilitarista por parte dos vencedores dos conflitos. Esta é a realidade! O que podemos fazer? Muito! A defesa e respeito pelos Direitos Humanos impõe-se a cada um de nós enquanto ser humano e traduz-se no respeito que temos no dia a dia com eles. Não vivemos em conflito, mas vivemos numa sociedade injusta e desigual pelo que, ser humanista é combater esses desequilíbrios. Existem muitas formas de o fazer e não é necessário ser Juiz ou Advogado para o efeito. Pode-se cumprir tal desiderato respeitando trabalhadores, jovens, crianças, idosos, chefias, pedagogos e um sem número de homens e mulheres, todos por igual sem preconceitos de qualquer natureza. Não basta festejarem-se tratados, convenções e revoluções, é preciso em cada pedaço de vida escolher o que dignifica o ser humano. Mais do que titular de direitos, ser devedor do seu cumprimento. Talvez começando por aí…a letra passe a Viver.

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