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O DIREITO DA CRENÇA DE NÃO TER CRENÇA

José Castro

No terceiro domingo de janeiro comemora-se o “Dia Mundial da Religião,” data introduzida pela Comunidade Baha`ì, religião oriunda da Pérsia (Irão) através do seu primeiro ”profeta” Báb. Esta iniciativa de 1949 acabou por ser também incorporada por inúmeras religiões, permitindo assim realçar a importância da tolerância e da promoção do diálogo inter-religioso a nível mundial.

Quando há uns anos atrás (2009) solicitei à entidade responsável, Registo das Pessoas Colectivas Religiosas, a lista das “religiões” registadas em Portugal, fui informado que teria de pagar 5.50 euros pela divulgação de cada uma! Obviamente que desisti do pedido. Ainda bem, pois parece que existem mais de 850 grupos religiosos a atuar no nosso país.

Um outro dado curioso é que ao longo dos respetivos sensos, o número de cristãos tem diminuído e como consequência aumentado os praticantes de outras religiões assim como o número de agnósticos/ateus.

Perante tudo isto, cada cidadão tem a liberdade de escolher ou não qualquer culto, crença ao grupo religioso.

A Paz mundial depende para além das questões políticas, económicas e ambientais das boas relações existentes entre religiões. Em Portugal, a Lei da liberdade Religiosa ( Lei 16/01) é clara na separação do Estado em matéria de religião, assim como pelo princípio da não confessionalidade do Estado no âmbito da Educação Pública. Tudo estaria em Paz, se o princípio da tolerância fosse conscientemente aplicado por todos os grupos religiosos e que estes dessem cumprimento à lei referida (que é só nacional!), reconhecendo que a liberdade de consciência, de religião e de culto não autoriza a prática de crimes.

O ecumenismo que é praticado não pode ser seletivo (invalidando o significado da palavra), não pode ser apenas entres as religiões cristãs ou entre os nãos cristãos, mas sim entre todas as crenças sem nenhum tipo de descriminação e livre de todo o tipo de preconceito. Muitas delas, têm inclusive de evoluir no tratamento dados aos animais, pois no abate religioso de animais (que normalmente não seguem as medidas adequadas de proteção animal) onde reina o sofrimento e a morte, não se coaduna com as mensagens de paz e amor por elas defendidas.

Seria interessante caro leitor que respondesse às seguintes questões:

O que o leva a seguir a crença que tem?

Como, baseado na sua crença, resolve o paradoxo de Epicuro?

Quais as questões existenciais para as quais a sua crença não dá resposta?

Quantos dogmas impõe a sua crença? De quantos discorda?

É coagido para a doação de dinheiro ou bens?

Quanto contribui a sua crença para a sua evolução?

Quanta Paz entre todos os Seres promove?

Liberdade religiosa é escolher ou não escolher, é pertencer ou sair, é praticar ou não praticar, é saber distinguir Religião de Espiritualidade, enfim, é tornar-se na pessoa que deseja Ser, reconhecendo que o AMOR é Universal e jamais exclusivo de alguém ou de qualquer grupo religioso ou espiritual!

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