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Saúde e Vida

QUANDO A MICÇÃO PASSA A CONTA-GOTAS

José Castro

O tempo, quer queiramos ou não vai passar por todos nós.  Efetivamente, para além do propósito de vida, realização e evolução pessoal que cada um já alcançou e lhe dá a perceção de Felicidade, o corpo físico vai obviamente acusar desgaste! Infelizmente, não faltam “peças” onde esse desgaste seja evidente! A próstata, que tantos benefícios e prazer proporcionou, começa lentamente a aumentar e a ser suscetível de infeções. Quando os resultados das análises apresentam o PSA Total (antigénio especifico da próstata) com valores de 72.9 ng/mL e se tem febre de 39.5 ºC,  logo se constata que algo não vai bem.

Assim, hoje abordo a Hipertrofia Benigna da Próstata, (HBP), na ótica do utlizador. Dada a rápida alteração de valores de PSA, tudo leva a crer que seja uma  prostatite (inflamação da próstata) aguda e não crónica. Isto já será matéria para os especialistas.

Os sintomas começam por uma dor intensa ao urinar, uma espera dolorosa até aparecer a urina, que parecendo que vai ser um rio a passar, afinal não passam de umas gotas e pouco mais! A cor da mesma, na fase inicial parece sumo de manga! E a dor essa é mais que muita.

A poliaquiúria, urgência constante em urinar e o aumento da frequência em o fazer, é umas das características. Tudo isto associado à necessidade imperiosa de beber líquidos torna-se uma mistura explosiva. Queremos evitar urinar pelo desconforto que comporta, mas sabemos que tal é fundamental. Assim, o primeiro passo será sempre aceitar a situação e  não estar em estado de revolta, onde populam apenas emoções e pensamentos nocivos!. Em vez de deixar o corpo reagir automática e descontroladamente, devemos estar focados na melhor forma do esvaziamento da bexiga. Será que dói mais urinar quando se expira ou quando se inspira? Qual a posição mais confortável? Sentado ou de pé? Etc. As diferenças podem ser mínimas, mas obriga a focarmo-nos numa eventual diminuição do sofrimento.

Dormir torna-se  muito desconfortável, pois estamos sempre a interromper o ciclo do sono, pois há que sair “disparado”  para o WC. Quando regressamos à cama verificamos que pouco tempo passou e que brevemente tudo se vai repetir!

Se na fase inicial estamos totalmente disfuncionais (a febre contribui), há que compreender o corpo, intervalos mínimos para urinar e ir arriscando… sair a pé sempre para locais onde seja possível urinar, fazer uma pequena viagem de automóvel identificando os possíveis  locais de paragem  (jamais autoestrada) caso ocorra uma emergência!.

Estar doente, permite constatar que nós não somos o centro do mundo. Lá fora tudo continua a girar! Permite igualmente, estar em sintonia com aqueles que também estão em sofrimento e melhor os compreender!  Afinal, por muito  intensa que seja a nossa dor, constatamos que há dores e situações bem mais dolorosas e intensas. Poderá a dor nos tornar mais humanos?

Finalmente, a dor de hoje faz-nos estar muito mais gratos quando regressármos ao nosso estado normal de saúde!  Por vezes só sentimos e valorizamos a importância da saúde, quando a perdemos temporariamente  ou em definitivo!

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