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JÁ OUVIU FALAR DO MOVIMENTO AGELESS?

Clara Morais

O “Movimento ageless” é o movimento da beleza sem idade. “Ageless” significa literalmente, “sem idade” em inglês.

É um novo termo utilizado para definir as pessoas com 50 anos ou mais, que não se definem pela idade.

Homens e mulheres na idade madura, com mais tempo e liberdade, procuram na beleza uma forma de viver mais e melhor. E isto significa, sobretudo, estar livre das amarras impostas pela sociedade, conseguir libertar-se do que leva muitos homens e mulheres a dizer que já não têm idade para fazer isso, seja lá o que “isso” for, e escapar do aprisionamento que pode ser o lugar, o comportamento ou a vida imaginada pela sociedade, ao se atingir um determinado patamar etário.

Não se enquadram no modelo de velhice do século passado. Fazem parte de uma geração que não aceita o imperativo: “Seja um velho” ou qualquer outro rótulo que sempre contestaram. “Continuam a trabalhar e a transgredir tabus.

Não se aposentaram de si mesmos, recusaram as regras que os obrigaria a comportarem-se como velhos.  Não se tornaram invisíveis, apagados, infelizes, doentes, deprimidos. Estão, pelo contrário, a rejeitar os estereótipos e a criar novas possibilidades e significados para o envelhecimento.

Este movimento, que defende que a idade cronológica não dita o modo de vestir, tem tomado conta de passerelles e campanhas publicitárias por todo o mundo, e cada vez é menos incomum verem-se a desfilar e a serem capas de revistas de moda modelos,  mulheres e homens de 60, 70 e mais anos.

A propósito deste tema, a actriz portuguesa Helena Isabel escreveu no seu site: ”Hoje em dia, nós, as mulheres mais velhas temos tudo á disposição para podermos levar uma vida interessante e feliz, para que nos sintamos motivadas a viver o que de melhor a vida tem para nos dar. E para que nos redescubramos.  Estarei aqui para vos inspirar a tirar o melhor partido de vocês próprias, através da alimentação, da saúde, do exercício físico, da beleza, moda, bem-estar e de tantos outros temas.”

Disse ainda:

 “ A idade não nos define, não dita a forma como vivemos. E porquê? Porque são os nossos valores, o nosso carácter, os nossos interesses, os nossos sonhos que nos definem, que formam a nossa personalidade e que ditam o nosso estilo de vida. Por outro lado, o tempo voa e não podemos esperar uma eternidade para concretizarmos o que nos faz felizes. Há que deitar mãos à obra e arriscar. Só nos podemos arrepender do que não fizermos. “

E acrescentou:

“Não existem fórmulas que nos garantam a eterna juventude, mas há maneiras de nos sentirmos bem na nossa pele. Este é, sem dúvida, um processo interior, mas há, também, que gostar do que vemos ao espelho. Muito sinceramente, acredito que podemos fazer a diferença. Não há prazo de validade para se ser feliz.”

 Temos actualmente recursos disponíveis que contribuem para uma mudança de percepção em relação aos papéis sociais pré – estabelecidos. Padrões são alterados por novos conceitos, uma vez que surgem possibilidades de viver a vida com uma melhor qualidade. Os “ageless” podem considerar-se pioneiros na quebra de paradigmas.

É também cada vez mais comum pessoas com mais de 50 anos mudarem de carreira, recomeçarem novos projectos, o que até há poucos anos atrás seria inimaginável!

Em teoria, parecem estar a ser dados passos no sentido de mudar o paradigma e impedir que a carreira de uma pessoa termine só porque completou 50 anos, ou seja, a dade não é uma restrição, pois a experiência é um fator determinante, assim como responsabilidade, capacidade de tomada de decisões, espírito de liderança e desenvolvimento de equipas, e todo o “know- how” de anos de experiência.

Para o “Movimento Ageless” a idade é só um número.

 Se existe saúde física e mental, a idade não é um obstáculo para começar algo de novo, para se sentir realizado e feliz.

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