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GUERRA COM O INVISÍVEL

José Castro

O que há cerca de um mês e pouco, se pensava pouco provável, tornou-se uma realidade. A Pandemia do Corona Vírus chegou! Graças à livre circulação de pessoas de locais previamente contaminados, foi então possível importar, o temido vírus (tão “esperado” pela comunicação social). E tal como num incêndio, onde no início um copo de água o extingue, posteriormente tal tarefa pode tornar-se impossível! Quero acreditar, que apesar da lentidão inicial em implementar medidas mais rígidas, atualmente a atenção e foco de qualquer governo seja limitar o mais possível número de infetados e melhor ainda, o número de vítimas mortais resultantes. Infelizmente, temos a lamentar duas mortes, sendo que por outro lado, quatro doentes se encontram recuperados.

Aproveito para demostrar a minha profunda admiração por todos os profissionais de saúde, pelo trabalho exaustivo, por vezes efetuado sem as devidas condições de segurança e saúde, em prol dos inúmeros pacientes que têm em mãos. Aplaudo igualmente, todos os médicos e enfermeiros que se voluntariaram para “fortalecer” o SNS nesta situação de elevada gravidade, demonstrando solidariedade, compaixão, perante o sofrimento do semelhante!

Na outra face da moeda, encontra-se toda a restante população, desde os que não sabem que estão infetados, aos que sabem, aos que não estão infetados, dos que têm sintomas aos que não têm. Ou seja, todos nós! Cada cidadão tem o dever de, conforme a lei 95/19, colaborar com os profissionais de saúde em todos os aspetos relevantes para a melhoria do seu estado de saúde,

A guerra com o invisível, travada por todos nós não é apenas com o COVID-19, mas sim com a inconsciência das nossas atitudes e comportamentos para connosco e com os outros. Dada a situação de saúde pública que vivemos e com o estado de emergência declarado, somos obrigados a permanecer em casa. O ser humano tem elevada resistência a mudança de rotinas e hábitos. Assim, a proposta de hoje será uma avaliação de como está ou pensa adaptar-se à nova situação. Se esta fase se pode tornar num momento de maior tédio e de conflitos no seu agregado familiar ou um momento único de aproximação com aqueles que vivem consigo, depende inteiramente de si!

Surgem então as seguintes questões:

– Quais os fatores “invisíveis” que em si favorecem o conflito, potenciam o mau ambiente, promovem em si ou nos outros, emoções “tóxicas”?

– Quais os fatores “invisíveis” que em si promovem a harmonia, a sintonia e a evolução pessoal e conjunta?

Desde modo, identificar esses fatores será uma tarefa fundamental. Assim, durante estes momentos de pausa obrigatória poderá promover o seu autoconhecimento, através da reflexão, meditação, leitura e fundamentalmente do convívio com os seus familiares. Depois há que entrar em ação! Não pense em diminuir, unicamente os fatores “negativos” pois vai sentir-se incapaz, impotente e desanimado. Pense sim em potenciar aquilo que de positivo tem. Como sabe, ao potenciar os fatores “positivos” vai como que por “magia” diminuir ou mesmo anular os fatores “negativos”!

O desafio está feito! Aceitá-lo ou não, depende de si. Se assim o fizer, no final deste Estado de Emergência, Portugal não terá apenas vencido o COVID-19 com o mínimo de vítimas possíveis, como também terá uma população mais unida, solidária com o próximo, e psicológica e emocionalmente madura!

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