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E DEPOIS DO VÍRUS?

Márcia Pinto

Vivíamos numa sociedade permanentemente a queixar-se do stress do trabalho e das pressões do mundo que nos rodeava mas de repente tudo mudou!

De um dia para o outro as regras mudaram, o tempo parou dentro das nossas casas enquanto lá fora começava uma guerra atroz contra um inimigo invisível, mas com características que o tornam mais perigoso que qualquer arma nuclear. Talvez seja uma comparação exagerada mas é a sensação que tenho ao visualizar as imagens que nos chegam de Itália e Espanha, imagens assustadoras que me levam para os cenários de terror apenas visto em cenas de filmes do género.

E agora?! O que fazemos com o tempo?! O tempo que não tínhamos e que agora temos em demasia?! Ninguém estava preparado para uma mudança tão brusca e radical. Temos que nos reinventar, que aprender a viver e a conviver com os nossos pares e com os nossos filhos, coisa que nem sempre é fácil, e que em muitos casos será um teste de resistência.

De repente, os jogadores de futebol, que até ao momento eram idolatrados, saíram de cena e entraram em cena os heróis de bata branca e todos quantos trabalham nos hospitais. Percebemos que o poder económico é inerte perante um vírus que não é complacente com ninguém. Pode atingir qualquer um de nós independentemente da nossa classe social, colocando-nos todos ao mesmo nível.

Contudo, é também uma fase, que esperamos que seja breve, em que devemos avaliar os nossos valores, os nossos objetivos, o que realmente nos faz falta e quem queremos que continue na nossa vida pois, acredito que nenhum de nós será o mesmo no final desta pandemia.

Assim, é comum colocarem a questão de quem serão as primeiras pessoas que queremos abraçar depois deste isolamento social. O que num primeiro momento pode parecer uma pergunta banal, é uma pergunta pertinente porque são essas pessoas que fazem parte da nossa vida e que não queremos perder. São as que nesta pandemia estiveram sempre presentes, mesmo que ausentes fisicamente, que fizeram um telefonema, enviaram uma mensagem ou videochamada. São aqueles que sentimos necessidade de saber se estão bem, se precisam de alguma coisa, em quem pensamos todos os dias…

Acredito que quem não mudar algo na sua forma de ser e ver a vida, nunca mais terá outra oportunidade para o fazer. O mundo não será o mesmo e nós também não!

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