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Saúde e Vida

O MEDO NAS CRIANÇAS

Isabel Pinto da Costa

Vamos todos parar para pensar o que paira na cabeça de uma criança face ao isolamento social! Às vezes, é essencial pensar como os mais novos, questionar como eles e tentar entender as coisas como se fosse a primeira vez.

Ser criança é libertar sorrisos espontâneos, ter a capacidade de chamar de amigo a uma criança que encontra em qualquer lugar, partilhar as coisas mais simples que para eles são tão especiais com os amigos. Estará então para eles a ser mais difícil este isolamento?

O medo da “normalidade”, dizer a uma criança que já pode sair com as devidas precauções, pode ser motivo para ficar assustada com este recomeço. O que vai encontrar de diferente depois destes dois meses dentro de casa? O que mudou lá fora? O que estiveram a fazer enquanto eu estive fechado?

Temos de preparar as nossas crianças para a saída de casa, dizer-lhes que as coisas efetivamente mudaram, essencialmente os nossos comportamentos, que elas vão ter que ter um comportamento exemplar em todos os locais que frequentarem em termos de higiene. Temos que dar uma explicação, como uma história, de que se cumprirem tudo terão reforço. Por exemplo, se forem a um espaço fechado e usarem máscara, de seguida, se forem à casa de banho lavar as mãos e se não tocarem em nenhuma superfície, se mantiverem o distanciamento entre as pessoas dentro desse espaço nesse dia, podem fazer uma atividade que gostam mais durante mais tempo. Logo o cumprimento das regras sanitárias vai ser obtido e vai ser incontido como um prazer e eles vão ter o reforço positivo de seguida.

As crianças adaptam-se bem a novas realidades, muito melhor que os adultos e também guardam nas suas memórias muito mais coisas boas do que más, por isso quando retratarem o período da quarentena vão lembrar-se mais facilmente dos momentos mais felizes.

O recomeço é então ambicionado, mas o medo continua tanto físico como psíquico. A resposta do corpo de uma criança é:“Estou em casa, não me aconteceu nada e agora vou sair e se ficar doente? Eu não quero ficar doente!”.

O medo é um estado emocional que surge após a criança ter estado tanto tempo protegida dentro de casa e agora estão a dizer-lhe que já pode sair. Temos que ensinar a criança a enfrentar o medo! A mente dela adaptou-se ao confinamento, agora vai adaptar-se a voltar à normalidade progressiva com as regras que nos são exigidas para não cometermos erros.

Devemos assim criar estratégias de segurança com as nossas crianças para elas não apresentarem medos, ansiedades ou perturbações nesta entrada da normalidade.

Vamos recordar o início do artigo em que falávamos da essência da criança, é assim que devemos manter as nossas crianças felizes, espontâneas e sorridentes!

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