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SOCIALIZAR DIGITALMENTE

José Castro

Não há dúvida que a “Internet,” assim como a rádio e televisão no passado, veio revolucionar o nosso mundo e torná-lo mais “pequeno”. Cada vez mais (a pandemia veio dar o empurrão extra), o teletrabalho, o recurso a inúmeras “lives” e reuniões “online” passaram a moldar a nossa forma de trabalhar em complemento com o que já se fazia. Mas a “internet” não é só trabalho. É também espaço de relações sociais, com uma variedade de opções que passa pelos vídeos (em direto), imagens, som ou simplesmente pelas mensagens escritas. Quantos milhões de mensagens estarão a ser neste momento enviadas? Quantas novas amizades se estão a estabelecer? Quantas inimizades se estão a declarar? Quantos crimes se estão a combinar? Quantas falsas notícias se estão a criar? Quantas notícias verdadeiras se estão a comunicar? Quanta solidariedade se está a promover,? etc.

As inúmeras redes sociais, com as suas especificidades e população alvo, vieram para ficar. Começamos no mIRC, Paltalk, Orkut,… e depois fomos evoluindo.

O facebook, foi a primeira grande rede social que utilizei, por pressão (positiva) de um amigo e que utilizo quer profissionalmente ou em lazer. As redes sociais permitem algo fantástico como conhecer pessoas de outras culturas, ou não, com “mapas mentais” bem diferentes entre si. É na confrontação das nossas crenças com as dos outros e após reflexão profunda que evoluímos. A possibilidade de partilhar informação, estudos científicos, livros, etc, revelou-se uma mais-valia na nossa autoaprendizagem e a sua promoção nos outros! Os amigos presenciais, tornaram-se igualmente em amigos virtuais e a comunicação tornou-se, por vezes, mais fácil. Mas o inverso também é verdadeiro. Os amigos virtuais frequentemente também se tornam amigos reais, presenciais. Provavelmente todos se lembram da primeira pessoa virtual que também se tornou real. Outros há, que mesmo sabendo da impossibilidade de se tornarem presenciais, não deixam de construir uma amizade bem real. Porque não existe amizade virtual! Ela é sempre real! Afinal, as redes sociais tornam o mundo mais pequeno, promovendo a empatia e compaixão com aqueles que mesmo lá longe vivem situações complexas! Por trás de um pc ou telemóvel está um ser humano como nós, com as suas vivências, conhecimentos, crenças, suas alegrias e tristezas. Hoje, quando na televisão se noticia um acidente ou catástrofe natural em algum sítio, já penso “conheço alguém dessa zona? ” “será que estará bem”?

A utilização adequada ou não das redes sociais está na responsabilidade e ética de cada um.

Na vida virtual, quer na vida real não há milagres! Uma é reflexo da outra! Um utilizador sem caracter na vida real, jamais o terá de forma consistente na vida virtual! Porquê? Porque ainda não descobriu essa faceta na sua essência! E ninguém dá aquilo que não tem! Cedo ou tarde vai mostrar o que ainda é e provavelmente por trás do outro pc, alguém vai ter uma tremenda desilusão! Simplesmente porque criou uma ilusão projetando no outro aquilo que desejaria!

Infelizmente, muitos publicam felicidade que nunca tiveram e outros, comentários de ódio e raiva que sempre tiveram! Muitos jovens (ou não), dada a sua insegurança (inconsciente) precisam de “postar” continuamente fotos do seu dia-a-dia, à espera da validação dos cliques. Somos mais que os cliques recebidos, somos mais que a validação exterior! Claro que todos gostamos de receber e de colocar “cliques.” Mas, quando estamos em “essência” quer presencialmente ou virtualmente, seguimos em paz, com ou sem cliques! Seguimos em paz perante um comentário mais ou menos insultuoso… simplesmente seguimos em Paz.

Quando estamos em paz, o discernimento ativa-se! E já agora usufrua em pleno o Dia Mundial das Redes Sociais que chega no final do mês.

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