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Cultura, Literatura e Filosofia

QUE SE APRENDEU COM HIROSHIMA?

José Castro

A humanidade já deu provas do pior e do melhor que possui. Vários ditadores dos mais diversificados regimes, como sejam Mao Tsé-Tung, Joseph Stalin, Adolf Hitler, Hideki Tojo, etc, são responsáveis por inúmeros milhões de mortos. A busca de qualquer ideal (político, religioso, etc) jamais deve ser erguida à custa do derramamento de sangue daqueles que não o partilham através da sua tortura e morte.  

A guerra entre países (ou grupos de países) é igualmente fonte de sofrimento, morte, pobreza e destruição generalizada. Não se aprendeu a lição com a primeira guerra mundial e infelizmente tivemos a segunda, que fruto do desenvolvimento científico (por alguma razão a investigação militar é aquela que é mais financiada, apesar de todos os apelos hipócritas para a paz) culminou com o recurso à energia nuclear. Assim, há 75 anos Hiroshima foi bombardeada com a primeira bomba atómica, “Little Boy,” causando centenas de milhares de mortos e feridos. Nunca a humanidade tinha visto nada assim e apesar disso, repetiu-se a “façanha” três dias depois em Nagasaki.   

Que lições se tirou de tudo isso? Nenhuma! 

Sabemos hoje que os países com maior capacidade bélica possuem verdadeiras “bombas” que levariam a apelidar as que caíram no Japão de meras “bombinhas de carnaval”!  Serão um dia utilizadas? Ou outras estratégias como contaminação química ou biológica (covid?) serão preferidas, pois conseguem mortes sem destruir património? Outras hipóteses estão em aberto, como seja o “controlo mental” dos cidadãos, etc! Até onde vai a criatividade da humanidade na prática do mal? Até onde nos leva a ganância do poder, do domínio sobre o outro, a busca egoísta dos recursos naturais ou a implementação de determinada ideologia (política, religiosa, económica…)? Que países do mundo querem ser “donos disto tudo”?  

Embora atualmente existam, alegadamente menos conflitos que no passado, a paz que se vive no mundo é uma paz falsa, baseada no medo, na intimidação… Não há uma terceira guerra mundial (esperemos), pois fosse qual fosse o país (ou países) vitorioso(s), também não ia(m) ficar bem no filme, graças à destruição sentida! Infelizmente é este equilíbrio do medo…que mantem a paz. Uma paz podre. Que acontecerá se houver uma clara supremacia militar de alguns países? O desequilíbrio bélico ocorrerá e a lei do mais forte (tal como ocorre nos animais selvagens) prevalecerá! Afinal o ser humano, o mais complexo ser existente na Terra, ainda recorre ao instinto primário de lutar (não por fome, medo ou acasalamento) mas apenas por mero “egoísmo” nacionalista! A população com pouco discernimento facilmente se molda ao líder do país, bastando este ser carismático e populista… Em quantas nações (inclusive com regimes democráticos!) constatamos a presença de “falsos” líderes que não representam com dignidade o cargo que possuem?  

Eu sei, que nesta altura o “nacionalismo” pode aflorar em alguns leitores. Uns dirão que têm orgulho em ser português! Outros em serem espanhóis, outros em serem de um dos cerca de 209 países. E ainda bem, desde que isso os não leve a menosprezar os cidadãos dos outros países. Mas, se pensa que é assim tão nacionalista, faça um teste ao seu ADN. Afinal, de onde vem? 

Seria interessante uma reflexão sobre a história da humanidade se nesta não tivessem ocorrido conquistas, saques, guerras, aniquilação de povos e destruição do património cultural de civilizações passadas. Um outro cenário em que a cooperação, a partilha, a troca de informação, a sinergia entre povos fosse uma possibilidade. Quanto avançados estaríamos hoje? Provavelmente já utilizávamos o teletransporte, a comunicação via pensamento (mente – mente), a saúde seria uma constante (dado o equilíbrio entre corpo, mente, espírito), a morte ocorreria tranquilamente (unicamente pelo fim das “pilhas da vida”), a comunicação entre os dois planos mente (encarnado) – mente (desencarnado) seria naturalmente aceite, a habitabilidade na Lua, Marte e outros locais no universo seria perfeitamente normal (assim como os relacionamentos com os seres nativos), etc. Essa evolução dar-se-ia não apenas em termos científicos e tecnológicos mas principalmente em termos de humanidade (expressão de Amor pelo próximo). As desigualdades existiriam (mas com graus muito menores), pois todos teriam condições dignas para viver e participar na cocriação de um planeta (ou universo) cada vez mais evoluído. A base de “troca” não seria o dinheiro, mas apenas o serviço em prol da comunidade em que todos participariam. A alimentação seria muito mais subtil e natural, onde a natureza e seres integrantes seriam efetivamente preservados. Viver seria sempre uma experiência positiva e evolutiva onde cada ser humano colocaria em prol da sociedade os seus “talentos” cumulativos e continuamente potenciados.  

Afinal, há sempre um outro caminho que pode ser escolhido, “colapsado,” de entre uma infinidade deles. A escolha do caminho que mais permite pazear é da responsabilidade de cada um! Esperanço que um dia esta seja a nossa realidade.

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