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QUANTO VALE UMA FOTOGRAFIA?

José Castro

Fotografar é a oportunidade de “congelar” um momento, uma “vista” que nos toca pela sua beleza, ou não, mas principalmente pelas emoções que suscita…momento esse que não perdura e que é preciso clicar rapidamente. Os momentos não se repetem! Daí a necessidade de ficar simbolicamente com o momento, de o “congelar”!  

Através da fotografia, temos acesso a fragmentos da nossa história, do nosso passado. A fotografia pode até não estar tecnicamente perfeita, pode estar desfocada (às vezes até com essa intenção!), mas ao olharmos novamente para ela anos mais tarde, a nossa mente vai ao “arquivo das emoções” e revivemos esse momento novamente! A imagem congelada pode trazer à tona, sentimentos, odores, ruídos, enfim, ser um gatilho para que a memória reviva e reacenda momentos já esquecidos da nossa trajetória de vida. Momentos esses que são reeditados, reconstruídos com omissões ou acréscimos àquilo que está representado ou rememorado na fotografia.  

Para quem não é profissional como eu, embora participe pontualmente em alguns concursos de fotografia, tenho na fotografia um passatempo extremamente entusiasmante. Desde fotografias mais formais, batizados, casamentos, até às mais informais, convívio com os amigos, passeios pela natureza ou simplesmente fotografar animais, há sempre um pretexto para um “clic”. Infelizmente, hoje com o advento dos smartphones, banalizou-se a fotografia a tudo o que mexe, perdendo-se o prazer da regulação manual (pelo menos alguns parâmetros) de uma verdadeira máquina fotográfica (sem mencionar as máquinas analógicas)! 

Quanto vale uma fotografia? 

Para além do seu valor estético, a fotografia oferece assim a preservação da memória. Através dela lembramos e somos lembrados. Esta é a magia da fotografia! 

Mas o valor da fotografia pode ir ainda mais longe, pois integrando a “Arte-terapia, revela um elevado potencial terapêutico. Ela serve de instrumento para acessar ao “inconsciente” onde emoções, sentimentos negativos, tantas vezes cristalizados na nossa mente precisam de ser consciencializados para serem transmutados em sentimentos de paz e de plenitude.  

O retrato, por exemplo, possui uma grande força simbólica e representativa, podendo, neste âmbito, ser considerado um instrumento para o autoconhecimento, perceção de si mesmo e da sua própria história. Por curiosidade convém salientar o que normalmente fazemos quando olhamos para uma fotografia onde estamos com os amigos ou família! A frase mais comum é: Onde estou EU? Aqui estou EU! Andamos sempre à procura do EU na fotografia! Tal simboliza o interesse que temos (ou não) pela nossa imagem, pela autoestima, pela autoconfiança… Daí o comentário mais comum “fiquei tão mal!”.  

Verifica-se também a dificuldade em destruir uma fotografia de alguém que nos já foi querido, mesmo que a lembrança saiba a mágoa ou dor! (que é preciso trabalhar!) 

Assim, a fotografia do ponto de vista de quem tira, é uma atividade extremamente relaxante e calmante que nos “obriga” a centrar, a focar algo fora de nós, mas onde implicitamente estamos representados. Por sua vez, a fotografia enquanto fotografados, registados pela imagem do momento e mediante o contexto dessa imagem, (que já pode ter muitos anos), permite reviver “bons momentos” ou superar qualquer bloqueio com as pessoas com quem se encontra…  

Finalmente, no âmbito da inteligência não-verbal e linguagem corporal, a análise das pessoas numa fotografia pode “retirar” inúmera informação “subliminar” presente.  

Em homenagem ao Dia Mundial da Fotografia, que foi ontem, pegue na sua máquina fotográfica (ou telemóvel) e vá tirar uma fotografia no modo “consciente” e viva o momento! 

 

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