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O LAÇO QUE NOS UNE

Raquel Evangelina

Novembro está a terminar e vai dar lugar ao último mês do ano, dezembro. Para mim dezembro é um mês de sonhos, de esperança e de afeto.

Há quem diga que as pessoas se tornam mais hipócritas com a aproximação do Natal. Acredito que sim, acredito que há pessoas que passam o ano a infernizar os outros, e, chegando esta altura, são todas paz e amor. No entanto, também acredito que ainda existem pessoas boas e que este sentimento de partilha propício à época em alguns casos é real.

Este ano, dezembro vai iniciar com bastantes restrições devido à pandemia. Tem sido um ano atípico e diferente em que mostramos que gostamos dos outros através do afastamento.

Numa época que convida ao afeto, aos abraços e ao estar com os nossos, somos obrigados a afastar, a recolher e a isolar. Numa época que deveria ser de amor, os únicos sentimentos que nos assolam são o medo, a insegurança e, acima de tudo, a incerteza sobre o que nos reserva amanhã.

Não sei se haverá Natal. Pelo menos nos moldes em que o conhecemos. Se não houver terei muita pena. É uma das minhas épocas favoritas do ano. Mas não será por isso que deixarei de o celebrar, de o sentir.

Se as pessoas estão longe, ficam mais perto através de chamadas, videochamadas… por aí. Se não podemos trocar as prendas na noite da consoada, entregamos antes, enviamos pelo correio, que seja. Se as pessoas não podem receber o nosso abraço dizemos-lhe o quanto gostaríamos de as abraçar.

O vírus pode-nos tirar muita coisa mas se tivermos vontade não nos tira a esperança de dias melhores. Não nos tira o Natal que existe em nós. Não nos tira os laços que nos unem àqueles que amamos.

 

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