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Cidadania e Sociedade

CAUTELA E CALDOS DE GALINHA…

Jorge Nuno

Parte II

Com novo confinamento geral, ainda mais condicionados, há quem “desligue”, pelo cansaço e desespero… mas será útil continuarmos despertos para a informação. As manchetes ou breves notas de rodapé, nos diversos meios de comunicação, por vezes surpreendem-nos e conduz-nos a reflexão ou, no mínimo, a um simples questionar.

«Caos no hospital de Setúbal». «Doente tratado no chão[1] [no hospital de São Bernardo, Setúbal]».

«Urgências sem espaço para covid». «Doentes esperam em ambulâncias[2]», no hospital dos Covões, Coimbra, que esgotou a capacidade de resposta.

«Doentes com frio enrolados em cobertores[3]» e «Enfermeiros [da urgência] do hospital de Famalicão fazem vigília», como “grito de ajuda” e dizem-se exaustos.

«Dois hospitais da região de Lisboa já estão a transferir doentes para o Norte». «A situação dos hospitais é crítica[4]». Ficou-se a saber que houve transferência de doentes covid: dos hospitais Beatriz Ângelo, Loures e Fernando Fonseca, Amadora-Sintra, para os hospitais Santos Silva, Gaia e Santo António, Porto; do hospital Curry Cabral, Lisboa, para o hospital do Algarve e hospital Pêro da Covilhã; do hospital Garcia de Orta, Almada, para o hospital Pedro Hispano, Matosinhos. Entretanto, o hospital de Santa Maria, Lisboa, anunciou que «toda a atividade cirúrgica não urgente fica suspensa[5]».

«Falta de pessoal para inquéritos epidemiológicos – inquéritos são fundamentais para travar contágio[6]».

«Médico saudável morre com patologia no sangue 16 dias após receber a vacina [da Pfizer] contra a covi-19[7]». Trata-se de Gregory Michael, obstetra, de 56 anos, da Florida, EUA, que «desenvolveu uma doença rara que faz com que o corpo destrua as próprias plaquetas, essenciais para ajudar o sangue a coagular».

«Cerca de 140 profissionais de saúde de Viseu recusam vacinas». Soube-se que ao terceiro dia do plano de vacinação, no hospital de São Teotónio, terão sido 140 a dizer “não”, em cerca de 2800 profissionais de saúde.

«Os profissionais de saúde que têm rejeitado a vacina contra a covid-19 são claramente residuais», afirmou[8] Eduardo Pinheiro – secretário de Estado da Mobilidade e coordenador da Região Norte, no âmbito da declaração do estado de emergência, aquando da visita ao hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, tendo dito «desconhecer quaisquer reações adversas à vacina».

«As vacinas Pfizer / BioNTech reduz os casos de covid em cerca de 95% das pessoas imunizadas (…) Efeitos colaterais das vacinas: o que se sabe sobre a segurança dos imunizantes contra a covid-19[9]», num artigo assinado por James Gallagher, repórter de Saúde e Ciência da BBC. Nele, afirma que na medicina há uma importante diferença entre “seguro” e “inofensivo” e também entre “risco” e “arriscado”; e que sempre existe algum tipo de risco envolvido em vacinas.

«Nem tudo são rosas. Efeitos colaterais das vacinas podem ser graves, alertam Especialistas[10]». «As autoridades da saúde pública e os fabricantes de medicamentos têm de alertar a população que as vacinas contra o novo coronavírus podem ter efeitos colaterais graves, ou seja, neste processo “nem tudo são rosas” e as populações têm de se preparar para os resultados desagradáveis[11]». «Nós temos de consciencializar os pacientes que isto não será só um passeio no parque[12]». «Se tiverem [na família] que perder 14 dias de trabalho, é uma grande perda (…) acho que temos de pensar sobre a própria vacina (…) acho que isso deve ser equilibrado com o risco de contrair uma infeção[13]».

«[Tedros Ghebreyesus – diretor-geral da] OMS aponta o dedo ao relaxamento das medidas[14] [aconselhadas desde o início da pandemia]».

«Sete em dez portugueses em quarentena acusaram sofrimento[15]».

Na sessão governativa preparatória para o novo confinamento geral, Pedro Sisa Vieira – ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital – referiu[16] que «é necessário reduzir contágios, para reduzir contágios é necessário reduzir contactos, para reduzir contactos é preciso que as pessoas restrinjam as suas deslocações ao mínimo indispensáveis».

«Desemprego registado em outubro subiu 134% no Algarve[17]».

«Mais casos covid no Algarve – lares têm falta de recursos humanos[18]», com muitos funcionários em isolamento profilático. «Região com dificuldade em contratar para lares». A delegada regional de Saúde – Ana Cristina Ferreira – apelou aos jovens desempregados para aceitar as vagas existentes e reforçar as equipas nos lares, dizendo que este “é um trabalho muito recompensador”, pelo que “está na hora de dizer sim”, acrescentando, no mesmo discurso, a realidade crua: “é um trabalho muito duro, provavelmente não muito bem pago e esta situação agrava a aceitação do trabalho”.

A esta amálgama de notícias preocupantes, podemos juntar um pouco da sabedoria popular: «Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém».


 

[1] In CMTV, 09-01-2021, 13:00.

[2] In CMTV, 09-01-2021, 13:00.

[3] In TVI – J1, 09-01-2021, 13:00.

[4] In TVI – J1, 09-01-2021, 13:00.

[5] In www-observador.pt, 09-01-2021, 01:05.

[6] In SIC N, 11-01-2021, 16:34.

[7] In www.cmjornal.pt, 08-01-2021, 10:30.

[8] In Expresso, 30-12-2020.

[9] In www.bbc.com / portuguese, 10-12-2020.

[10] In m.noticias.sapo.pt, 24-11-2021, 18:06.

[11] In Executive Digest, 24-11-2020, artigo assinado por Simone Silva.

[12] Sandra Fryhofer, da American Medical Association.

[13] Grace Lee, professora de pediatria da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, Califórnia, EUA.

[14] In TVI J1, 09-01-2021, 13:19.

[15] In SIC N, 09-01-2021, 18:01.

[16] In SIC N, 09-01-2021, 18:06.

[17] In www. Sulinformacao.pt, 11-11-2020, 17:18.

[18] In SIC N, 09-01-2021, 18:19.

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