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Saúde e Vida

JÁ PRATICOU EXERCÍCIO FÍSICO, HOJE?

Antonieta Dias

Por vezes temos necessidade de desmistificar alguns conceitos que são explorados por situações de conveniência e /ou tentativa de incentivar práticas prejudiciais à saúde, desvirtuando a ciência médica. Mas nem sempre os interesses estão focalizadas nos benefícios e por vezes incorre-se em comportamentos que funcionam mais em malefício do que em bem estar geral.

Todavia, as regras impostas pelos interesses economicos são por vezes agressivas, todavia em circunstância alguma devem adulterar o que a evidência comprova.

Quando falamos na importância da prática desportiva deduz-se que será uma atividade destinada a proporcionar bem-estar e a contribuir para melhorar a saúde individual, sem prejuízo das motivações dos desportistas para a prática da modalidade preferida.

Sendo um desejo de muitos, nem todos conseguem ter aptidão para o fazer quer se trate de atletas de alta competição ou pessoas que praticam exercício físico de forma regular nos seus momentos de lazer.

Apesar de ter surgido um aumento significativo de desportistas na população em geral, os estudos demonstram que no Sul da Europa cerca de 50% das pessoas não praticam qualquer atividade física de forma regular.

Estes países nos quais se inclui Portugal, Bulgária, Grécia, Itália e Roménia ainda estão muito aquém do esperado para atingirem o nível de desenvolvimento ideal para uma cultura desportiva essencial.

Constata-se a existência de uma sensibilidade cada vez maior nos países desenvolvidos que despertaram mais cedo para a necessidade de manter estilos de vida saudáveis, sendo o Exercício físico um excelente contributo para a manutenção e promoção da saúde.

Por exemplo na Suécia e Finlândia a percentagem de praticantes desportivos ronda os 85-95 por cento e nos Estados Unidos em 42 dos 51 Estados, 65 por cento da população não pratica qualquer modalidade desportiva.

Existe evidência científica que demonstra a valorização da manutenção de uma atividade física regular no benefício direto na saúde, sendo por isso uma prioridade o investimento na cultura de uma prática acessível a quase todos um dos maiores incentivos a desenvolver em todos os Países.

Constata-se a existência de um melhor desempenho no rendimento escolar dos jovens atletas que modelam e dividem as suas atividades diárias entre estes duas obrigações ocupando de forma saudáveis os seus tempos livres sem prejudicar os seus estudos.

O impacto positivo destas competências irá gerar uma gestão mais competitiva dos jovens nas futuras atividades profissionais, permitindo-lhes uma melhor distribuição dos seus atos de vida.

É de todo o interesse que se procurem soluções adaptáveis ao Século XXI, fazendo o investimento em políticas que adotem medidas e promovam incentivos para que se organizem programas de exercício físico que sejam viáveis e possam ser alargados à população em geral.

A organização de empreendimentos inovadores e globais representam uma mais-valia e uma diminuição dos gastos em saúde.

Em suma, ter uma população saudável representa uma das maiores lideranças economicas de equipas multidisciplinares, cuja representação deve incluir os decisores políticos que se interessam e preocupam com o potencial económico dos Países, com o rendimento global, com a satisfação pessoal e com o desenvolvimento da Nação.

Falando agora da alimentação do atleta devemos ter em consideração que a dieta do atleta deve ser equilibrada para permitir otimizar o desempenho desportivo.

Assim faremos algumas recomendações essenciais para evitar erros alimentares.
As refeições devem ser realizadas cerca de 3 a 4 horas antes da prática desportiva para permitirem a digestão dos alimentos sem que os atletas fiquem com a sensação de distensão gástrica e para impedirem o desconforto de um rendimento desadequado provocado pelas perturbações alimentares.

As refeições devem ser facilmente digeríveis, ricas em carbohidratos e com pouca quantidade de proteínas e gorduras. Todo o atleta deve ingerir no mínimo 2 litros de líquidos por dia. Recomenda-se a ingestão de 500 ml de líquidos duas horas antes dos exercícios, trinta minutos antes do início da prática desportiva devem ingerir entre 250 a 500 ml e 250 ml de líquidos devem ser ingeridos durante a atividade desportiva.

Se os atletas estiverem num ambiente de calor e se o seu desempenho exigir muito esforço, obrigará a fazer suplementos complementares de líquidos para minimizar as perdas de água resultantes da libertação de água pelo suor.
Excluem-se as bebidas com frutose por serem indigestas.

O chá, bebidas gaseificadas, café ou sumos de frutas estão contraindicados durante a atividade física.
Sempre que um atleta pratica modalidades que exijam a realização de exercícios de alta intensidade devem enriquecer a sua dieta com carbohidratos na proporção de 5 a 10%.

Uma alimentação rica em carne, peixe, ovos, contém ácido aspártico, que ajuda a adquirir massa muscular.
Os usos de suplementos alimentares só são necessários se a alimentação não for rica em nutrientes e variada na sua composição.

Se as refeições dos atletas tiverem todos os ingredientes de uma alimentação diversificada saudável os suplementos são dispensáveis.
Importa, contudo referir que se o gasto energético for intenso recomendam-se alguns suplementos que não devem ser confundidos com substâncias anabolizantes e devem ser sempre selecionados por um especialista em nutrição ou por um médico especialista em medicina desportiva.

As doses recomendadas implicam o conhecimento científico dos gastos energéticos adaptados à individualidade (sexo, faixa etária, carga de treino, número de horas gastas na competição ou no treino) de cada atleta e na modalidade praticada.

Estes critérios têm que ser respeitados para se adequarem de forma equilibrada ao exercicio físico.
Se os suplementos forem ingeridos em excesso podem provocar malefícios na saúde do atleta.
O rigor da sua utilização implica conhecimento nessa área.
Em caso algum os suplementos substituem as refeições adequadas e devem ser sempre acompanhados com as refeições principais.

Quais as roupas mais convenientes para os atletas?.
Não existem modelos exclusivos e padrões definidos, mas sim é necessário adotar o vestuário ao ambiente, respeitando a temperatura do recinto onde o atleta se encontra, usando acessórios quando se justificarem.

Naturalmente que os tecidos para o fabrico do vestuário terão de ser tecidos que permitam o conforto e garantem proteção do atleta, sendo recomendadas algumas confecções especializadas nessas roupas que facilmente os atletas encontrarão nas casas referenciadas e reconhecidas como idóneas para o efeito.

Ao falamos de desporto implica comentar também a necessidade de realizarem os alongamentos, tantas vezes esquecidos, mas que são fundamentais para manter a flexibilidade do corpo, e que devem ser executados antes e depois da atividade física desenvolvida, uma vez que aumentam a maleabilidade, beneficiam a coordenação motora, permitem o relaxamento, ativam a circulação sanguínea, diminuem as tensões musculares, proporcionam o aquecimentos corporal, aumentam a capacidade nas atividades mais desgastantes.

Os alongamentos também exigem técnica na sua execução deve ser praticados de forma regular, realizados lentamente e sem tensão muscular.

Os alongamentos pós – exercício devem ser mais prolongados no tempo que os que se fazem antes de iniciar a atividade desportiva.

Falando agora do tempo de descanso, por vezes questionam-nos sobre o número de horas que são necessárias por dia para o descanso dos atletas para manterem a forma física, para melhorarem a performance e para obter um maior rendimento desportivo.

Cada atleta deverá dormir em média entre 9 a 12 horas por noite, para poder repor a energia gasta ao longo do seu desempenho desportivo.

Os atletas que não cumpram estas recomendações têm uma maior fragilidade para sofrerem lesões desportivas cuja gravidade pode provocar tempos de inatividade incomportáveis para o alto rendimento exigido.

As lesões mais frequentes são as fraturas de stress as fasceítes, designadamente a fasceite plantar que é responsável por dores no calcanhar e que é altamente incapacitante.

O descanso adequado do atleta permite fazer a recuperação mental, neurológica e fisiológica aumentando a capacidade de desempenho, o vigor e a energia necessárias para a obtenção e aumento da força e da massa muscular, sem os quais não obterão o êxito desportivo.

Em suma, praticar desporto é uma arte que só terá sucesso se for executada com técnica, tática e apoiada pela ciência.

O fenómeno desportivo envolve atletas, treinadores, agentes desportivos, família, adeptos e profissionais especializados no acompanhamento e na orientação desportiva.

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