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Saúde e Vida

PATOLOGIA DOLOROSA DA COLUNA VERTEBRAL

Antonieta Dias

A coluna vertebral divide-se em quatro segmentos anatómicos ( cervical, dorsal, lombar e sacroccigea).
Estes segmentos da coluna têm curvaturas fisiológicas: lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar e cifose pélvica.
A estrutura da coluna vertebral é composta pelas vértebras, discos intervertebrais, ligamentos e músculos.
Estes segmentos corporais podem sofrer lesões mais ou menos graves de acordo com a intensidade do impacto do traumatismo.
Todavia existem fatores de risco não modificáveis (idade, genética e género) e outros fatores modificáveis como sedentarismo, tabagismo( passivo ou ativo), posturas incorretas, perturbações depressivas ou ansiosas que podem tornar as pessoas mais vulneráveis e contribuírem para aumentar a fragilidade destes segmentos corporais.
Os traumatismos provocam dores que podem ser mais ou menos prolongadas no tempo de intensidade variável, necessitando na maior parte dos casos de terapêutica analgésica.
Se estivermos perante dores não traumáticas as caracteristicas serão tipificadas com base nas queixas dos doentes, sendo extremamente importante fazer uma anamnese detalhada do tipo de dor, dos fatores desencadeantes, e dos fatores de alivio.
A caracterização dolorosa é definida segundo os seguintes critérios: data de inicio, duração, intensidade, fatores de alivio, fatores de agravamento, irradiação e ritmo.
A dor classifica-se como aguda quando tem um tempo de evolução inferior a seis semanas, subaguda se a duração é de seis a doze semanas e crónica quando a duração é igual ou superior a doze semanas.
Sabemos que as dores de tipo inflamatório agravam com o repouso, surgem durante o período noturno e são acompanhadas de rigidez matinal durante mais ou menos trinta minutos, enquanto que a dor de tipo mecânico surge com o esforço ou com o movimento, alivia com o repouso e se tem rigidez matinal a durabilidade é inferior a trinta minutos.
Para além destes dois tipos de dores temos ainda as dores neurogénicas, intensas e disetésicas “choque elétrico , formigueiro”, que são sugestivas de lesões nervosas.
A observação destes pacientes implica a realização de um exame objetivo detalhado através da inspecção, palpação e avaliação das amplitudes articulares que devem ser realizadas em todos os planos.
O exame neurológico deve ser efectuado sempre que se suspeita de compressão medular ou radicular com avaliação da força muscular, da sensibilidade dolorosa e dos reflexos osteo-tendinosos.
Sempre que se justifique devem ser realizados exames complementares de diagnóstico.
A selecção do exame de imagem vai depender da indicação clínica que passará pela radiografia convencional, tomografia axial computorizada, ressonância magnética nuclear, mielografia, eletromiografia ou outros, desde que a patologia e a investigação diagnostica se justifique para o esclarecimento da doença.
O tratamento das patologias da coluna vertebral pode ser conservador (com analgesicos, relaxantes musculares, fisioterapia) ou cirúrgico.
A decisão do tratamento será orientada com base na evidência científica para a tipologia das lesões encontradas e das indicações terapêuticas.
Importa contudo referir que existem guidelines que permitem fazer uma orientação mais assertiva no que concerne à realização ou não de exames complementares de diagnóstico, desde que não sejam encontrados sinais de alarme.
O tratamento farmacológico e fisiátrico será decidido e ajustado de acordo com a patologia, em si, respeitando sempre a resposta individual e as caracteristicas do doente.

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