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Cultura, Literatura e Filosofia

1000 TSURUS PELA PAZ – UM VOO DE ESPERANÇA NA LUZ DOS DIAS

Escola Básica de Toutosa, Marco de Canaveses, ano letivo 2020/2021

O nosso projeto de DAC (Domínio de Autonomia Curricular), intitulado “1000 Tsurus pela Paz”, surgiu de uma ideia que a nossa diretora de turma apresentou ao conselho de turma. Pretendia-se que, através de um conteúdo lecionado na disciplina de História no âmbito da Segunda Guerra Mundial, houvesse uma abrangência interdisciplinar e que nos permitisse fazer uma aprendizagem significativa entre o passado, o presente e o futuro.

Na Primavera de 1945, a Alemanha foi invadida e Berlim conquistada. Hitler suicidou-se e em Maio de 1945 a Alemanha rendeu-se. Era o fim da guerra na Europa, contudo, no Pacífico o conflito continuou. Era necessário derrotar o Japão, que não se rendia. Assim, os EUA invadiram o Japão que resistia com ataques de pilotos suicidas (os kamikaze) contra os navios americanos. Perante a recusa do Japão em aceitar a capitulação, o presidente Truman, dos E.U.A., ordenou o lançamento da 1.ª bomba atómica sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. Para além de destruir tudo, provocou tempestades, afundou navios e matou plantas, animais e milhares de pessoas; mais de 200 mil ficaram gravemente afetadas pela radioatividade. Posteriormente nasceram muitas crianças deficientes.

A bomba caiu a pouco mais de um quilómetro da casa da menina Sadako Sasaki, que na época tinha dois anos de idade. A mãe de Sasaki conseguiu salvá-la da explosão. No entanto, durante a fuga, as duas foram apanhadas pela chuva radioativa (a “chuva negra”) que caiu após o ataque. Sasaki viveu normalmente até aos 12 anos de idade, quando descobriu que estava com leucemia, devido a radiação nuclear a que tinha sido exposta. No hospital, recebeu a visita de uma amiga que lhe contou a lenda dos mil tsurus de papel.

No Japão, acredita-se que dobrar 1.000 origamis de tsurus com a mente direcionada para um desejo, ele será realizado. A lenda diz que os tsurus podem viver até mil anos e, por isso, eles representam a longevidade, simbolizam ainda a felicidade plena, o desejo de paz, saúde e de boa sorte.

A vontade de viver da menina japonesa, que se pôs a fazer mil origamis de tsurus, transformou-se no símbolo da paz, tanto que todos os anos, no dia 6 de agosto, no qual se comemora o Dia da Paz, milhares de pessoas enviam tsurus ao Monumento da Paz das Crianças (Parque da Paz em Hiroshima).

O objetivo do nosso DAC foi que, através da aprendizagem que fizemos sobre o passado – a vivência da Segunda Guerra Mundial e suas consequências para a Humanidade –pudéssemos , de alguma forma, compreender o presente que estamos a viver, uma Guerra contra um vírus invisível que, tal como em todas as guerras, causa mortes, sofrimento, medo. Mas todos os momentos difíceis da História da Humanidade foram ultrapassados com União, Solidariedade, Entreajuda, Amizade e Amor entre todos os Povos.

Os 1.000 Tsurus que elaborámos simbolizam o nosso sonho, o nosso desejo, a nossa esperança que num Futuro muito próximo a Paz volte a reinar nos nossos corações e no Mundo. Que todas as pessoas se possam abraçar, beijar e mostrar o sorriso estampado nos seus rostos. A febre dos tsurus contagiou toda a escola. A nossa escola está repleta de tsurus – o nosso grito de esperança, por um mudo melhor, pela PAZ! Que seja esse o único contágio!

Assim, através deste texto, aproveitámos para pedir que nos ajudem a divulgar o nosso projeto. Espalhem connosco esta febre!

Os 1.000 Tsurus também concretizam o nosso sonho de escrever um livro… porque, no 7.º ano, quando descobrimos que a professora de Português era escritora, manifestámos o nosso desejo de escrever um livro. A professora disse:

– Quem sabe, um dia, quando vocês estiverem mais soltos na escrita… lá para o 9.º ano… Nunca se sabe!

E agora acabámos descrever um livro! Trata-se de um conto (intitulado “1000 TSURUS PELA PAZ: Um Voo de Esperança na Luz dos Dias”), que entrelaça passado, presente e futuro, com testemunhos de alunos e professores, um documento histórico e literário único sobre o tempo de pandemia que atravessamos.

Desejos concretizam-se, se tivermos força nas ações, se acreditarmos muito. Falta concretizar-se o desejo de PAZ no mundo!

O 9.º B da Escola Básica de Toutosa e a sua diretora de turma, professora Maria do Céu Correia

 

 

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