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Saúde e Vida

EVITAR DOENÇAS DE VERÃO

Antonieta Dias

Faz parte da tradição dos médicos prestar cuidados diretos aos seus doentes de forma continuada e abrangente.
Todavia, a tragédia desta pandemia que estamos a viver e que parece não mais ter fim tem vindo a colocar em perigo a saúde dos nossos queridos pacientes que evitam recorrer ao acompanhamento tradicional global e preventivo do controlo das suas patologias e da vigilância antecipada da supervisão sensata, humana e recomendada no contexto das afeções que podem e devem ser identificadas no ambulatório.
Encorajar e motivar os pacientes a envolver-se nos cuidados médicos preventivos faz parte das boas práticas médicas e deve ser uma das principais preocupações dos médicos especialistas em medicina geral e familiar.
Esta metodologia de trabalho médico nasceu da experiência de um grupo de jovens médicos da comunidade médica de Harvard que marcaram as metas e as recomendações por terem sido os pioneiros do renascimento da medicina preventiva.
Torna-se, no entanto, cada vez mais evidente que a prestação de cuidados continuados individualizados efetuados através de abordagens eficientes com rastreios, diagnósticos precoces e tratamento atempado representam uma mais valia na relação custo- benefício e a maior riqueza na prestação de cuidados de saúde.
Nem sempre as abordagens são fáceis e a complexidade e responsabilidade do gestor de cuidados de saúde exigem da parte dos profissionais de saúde um investimento crescente na contenção de custos, garantia de qualidade, aconselhamento dos pacientes saudáveis ou doentes.
A informação pertinente para a tomada de decisões clínicas implica uma empatia na relação médico – doente e faz parte dos avanços da entrevista clínica, da resolução dos problemas e das necessidades terapêuticas da abordagem durante a consulta e após a consulta.
Existem grupos etários específicos que pela sua vulnerabilidade, particularidade e exigência específica implicam uma abordagem orientada por problemas nos quais se incluem as crianças (saúde infantil, as grávidas (saúde materna), os adolescentes e os idosos, cuja orientação deve ser realizada por especialistas tecnicamente bem preparados, com competência e prática clínica nestas áreas para poderem fornecer as recomendações adequadas.
Na época do verão há doenças que podem surgir se não se tiverem os cuidados antecipatorios necessários para as prevenir. Recomenda- se que seja feita uma visita ao seu médico de família que está apto a identificar de forma minuciosa, sistemática e assertiva, sobre os factores de risco. Com esta abordagem e possível caracterizar cuidadosamente os problemas e orientar os doentes/ pacientes sobre as principais precauções a tomar nesta estação.
Em suma, prevenir factores de risco específico, colocar pessoas assintomaticas no rastreio das principais patologias e a melhor forma de investir na saúde e de ajudar os doentes.

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