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Cidadania e Sociedade

PORTUGAL, PORTUGAL

Rui Canossa

A caminho da saída da pandemia, temos uma grande oportunidade de transformação, de mudança. As formas como os apoios de Bruxelas vão ser aplicados é decisiva para o nosso futuro.

O primeiro-ministro apelou recentemente à ação das empresas, para que sejam agentes ativos e prepararem as suas candidaturas para receberem os tão necessários euros. A pergunta que se coloca é, saberemos mesmo o que fazer e aplicar a já batizada “bazuca” para aquilo que verdadeiramente precisamos? Os últimos dados relativos às exportações são de certa forma animadores, nomeadamente, as exportações de turismo com a reabertura desse setor tão importante para a nossa economia. No entanto, os números do primeiro trimestre são ainda tímidos e o crescimento económico pode tardar a chegar. A nossa dimensão e a nossa dependência da economia espanhola, nosso principal parceiro comercial, são fatores importantes no crescimento português.

Para inverter este ciclo, as empresas vão ter de se transformar, aplicar novos modelos e olhar para os outros mercados. A dimensão digital das empresas cresceu com a pandemia e a sua importância é maior do que nunca. Com as medidas previstas no PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, principalmente na dimensão da transição digital, estima-se ser possível requalificar 36 mil trabalhadores, formar 800 mil trabalhadores com competências digitais e apoiar 30 mil Pequenas e Médias Empresas. São medidas de extrema importância que permitirão uma maior competitividade.

As cartas estão lançadas, como diz a canção, que já vos deve estar a ecoar pelo título deste artigo, “Tiveste muita carta para bater, Quem joga deve aprender a perder, Que a sorte nunca vem só, Quando bate à nossa porta”, vamos pois acreditar que a receita que consta no PRR seja suficiente para nos reposicionar na economia global. Mas, tudo isto só será possível se forem dadas condições de desenvolvimento às empresas e à iniciativa privada, inclusive de se poderem internacionalizar.

Revelando agora a música do Sérgio Godinho e do Jorge Palma…

“Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?”

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