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Cultura, Literatura e Filosofia

MEU QUERIDO, NÃO ESTÁS ESQUECIDO

António Coito


Quando for tempo, publicar-te-ei com toda a minha felicidade, orgulho e satisfação! Entendidos, percebem nitidamente do que falo. É um sonho! Obviamente que o papel do escritor é bastante ingrato, considerando que nem todos conseguem ganhar um destaque/visibilidade à primeira, mas não há nenhum que não seja vencedor pelo prestígio. A grandiosidade de ter um livro publicado não é para todos. Desde pequeno, quando ainda tinha idade de brincar, já escrevia livros, mesmo sem saber escrever. Sempre fui uma criança diferente, não brincava, e o pouco que brincava, levava muito a sério. Era um homem de negócios, professor de português, cozinheiro, padre, organizador de eventos… enfim, um homem de sete ofícios. A profissão que me ocupava mais tempo era a de médico. Aos sábados, levantava-me cedo, tratava da minha higiene, e passava de casa em casa, na aldeia dos meus avós, para as ditas consultas. Tinha eu os meus 5 anos, e já passava receitas médicas, com letra de médico e tudo. Que saudades destes tempos, destes sonhos, desta forma inocente e tão sonhadora de viver. (não significando que agora não seja). Recordo as manhãs de Verão, que passava férias com a minha avó materna, e lia o jornal na pastelaria. Ligava de imediato à minha mãe, que se encontrava a trabalhar em eventos, atualizando-a das notícias do dia. Não sabia ler muito ainda, apenas algumas palavras, mas relacionava-as com as imagens e imaginava os acontecimentos. Já aí dizia aos conterrâneos que tinha livros prontos para publicar. Hoje, não tenho nenhum pronto. Tenho o sonho de escrever a história de um dos homens mais importantes da minha. Acredito que a sua história, aliada a alguns factos ficcionais, tornar-se-ia uma obra rica de emoção, distinguindo-se de muitas. A capacidade que ele teve de lutar pela vida é indescritível. É a prova que por um bem maior, uma família uniu-se, moveu-se e agiu para vencer. Seria ingrato alongar-me nas considerações, colocando em hipótese que o meu entusiasmo pode levar a dar demasiados spoilers acerca de um projeto que ainda nem princípio tem.

Como veem, o sonho de ter um monte de folhas com capa, numa estante de livraria, é uma realidade. Vai acontecer, in memoriam de todos aqueles que me acompanham no meu percurso de vida. Eu confio na vida!

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