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Cultura, Literatura e Filosofia

ANTES DA “QUEDA APRENDI A VOAR”

António Coito

Perdoe-me se estiver a ser muito vago com o título que proponho, caro leitor. Para alguns, certamente que esta expressão já é familiar – parte do título de uma das obras mais procuradas, nos últimos tempos, de Raul Minh’alma, ” Durante a Queda Aprendi a Voar”. Se é o meu escritor favorito? Não, nem perto. Se gostei da sua escrita? Sim, fez-me refletir bastante, com uma nova forma de olhar para o meu interior, como todas as obras conseguem, penso eu… (ignorando aquelas que não me cativam, e ficam por ler, por não serem interessantes, em função das minhas preferências). Isto, para concluir, que não escolhi este título ao acaso. Como jovem que sou, tomo como base de algumas viagens (mentais, claro) pessoas que, de uma maneira ou de outra, me tocaram pela capacidade de enfrentarem os obstáculos que a vida lhes colocou à frente. Não fui claro? É mais fácil explicar com casos práticos! Passa um indivíduo na rua, com um aspeto humilde, pouco cuidado, semelhante a um sem-abrigo, e é certo que começam a nascer especulações incorretas na mente de qualquer pessoa. Aquele indivíduo, que mencionei há pouco, já teve tudo e agora não tem nada! Do mesmo modo que apresento esta realidade, comento o facto de haver sempre motivos para criticar alguém que atinge o sucesso, mas ninguém sabe que por detrás daquele Grande Ser, está uma vida marcada por episódios que não são sequer imagináveis. A estas pessoas, que são julgadas diariamente, eu concedo boas energias! Com todos os momentos de bonança e tormenta, que muitos vivem, há a necessidade de criar defesas para seguir em frente e aceitar/interpretar as dificuldades que surgem ao longo da estrada. Há quem já não ligue a pequenos contratempos do dia a dia, porque nada disso se compara às suas realidades. Eu estou a aprender, tal como muitos fazem até ao fim das suas vidas. A incógnita parece prender-se sempre no futuro. Há medida que o tempo avança, a ânsia por conseguir superar qualquer dificuldade assola cada um de nós, desejando sempre que chegue o dia em que a dor seja transformada em incentivo para lutar sem desistir. Esta descrição, nitidamente, parece saída de um filme épico – faz lembrar “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, onde o povo português vence todas as atribulações, porque são fortes e chegam a ser mais divinos que a divindade – porque todos procuram o mesmo, através da união, sem julgamentos.

Quem sou eu? Uma criatura “sui generis”, como tantas outras que habitam o planeta Terra!

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