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AGOSTO TURÍSTICO

Rui Canossa

Como já deve saber o leitor das minhas crónicas – adoro viajar. E, por conseguinte, o mês de agosto que é aquele onde posso pôr em prática a teoria que tenho o privilégio de ensinar aos meus alunos, quer de Turismo Cultural e Recreativo, quer aos de Contabilidade e Empreendedorismo e de Consultadoria em Sistemas de Informação dos Cursos de Planos Próprios do Colégio de S. Gonçalo de Amarante. Não vou fazer o relato das belezas do nosso país, escolha mais uma vez deste ano, mas, sim da importância das escolhas daqueles, que como eu, optaram por fazer férias em Portugal.

O sector do turismo continuou a registar em agosto uma forte tendência de crescimento, embora se mantenha mais de 20% abaixo dos níveis pré-pandemia. De acordo com os dados divulgados, esta quinta-feira, dia 14 de outubro, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), à semelhança do que aconteceu em julho, os portugueses continuam a liderar essa recuperação em agosto, tendo registado nesse mês ”valor mensal [de dormidas] mais elevado desde que há registos”.

Segundo o INE, o sector do alojamento turístico registou 2,5 milhões de hóspedes e 7,5 milhões de dormidas em agosto de 2021, correspondendo a crescimentos de 35,6% e 47,6%, respetivamente (+60,4% e +73,0% em julho, pela mesma ordem).

“Os níveis atingidos em agosto de 2021 foram, no entanto, inferiores aos observados em agosto de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, 23,6% e 22,1%, respetivamente”, informa o gabinete de estatísticas português no relatório divulgados.

Quanto às dormidas dos portugueses, o INE dá conta que estes representaram 4,2 milhões de dormidas, ou seja, “o valor mensal mais elevado desde que há registos, e aumentou 24,2%”.

Por sua vez, os mercados externos cresceram 94,5% face a 2020 e totalizaram 3,3 milhões de dormidas. Comparando com agosto de 2019, observa-se um crescimento de 22,6% nas dormidas de residentes e um decréscimo de 46,9% nas dormidas de não residentes.

O relatório do INE informa também que os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 515,8 milhões de euros no total e 410,2 milhões de euros relativamente a aposento — ou seja, uma diminuição de 19,2% quanto aos proveitos e uma queda de 19,3% quanto ao aposento.

Além do mês de agosto ter sido o período mais caro para se alugar um quarto — rendimento médio por quarto disponível situou-se em 71,4 euros em agosto, ou seja, mais 30 euros quando comparados com julho, enquanto que o rendimento médio por quarto ocupado atingiu 115,8 euros em agosto (98,7 euros em julho) — agosto foi também sinónimo de elevadas taxas de ocupação. Segundo os dados, esse valor situou-se nos 61,6%, mais 15,0 p.p. que o observado em agosto de 2020, mas 11,0 pontos percentuais abaixo do rácio registado em agosto de 2019 (72,6%).

O INE informa ainda que, entre janeiro e agosto de 2021, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 8,8 milhões de hóspedes e 23,9 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 8,1% e 11,8%, respetivamente.

Apetece-me dizer “Meu querido mês de agosto…”

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