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Saúde e Vida

MAIS DE 4 CENTENAS DE MÉDICOS SAEM DO SNS

Mais de 400 médicos abandonaram os hospitais públicos desde que, a 1 maio, terminou a proibição de sair então imposta no estado de emergência. Cinco médicos contam o que os levou a trocar o sistema público pelo privado. Não foi só dinheiro

Catarina Mota, também professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, pensou em sair do SNS há três anos. Mas a pandemia adiou a decisão. Em entrevista à CNN Portugal   diz que “já na altura era insustentável manter-me no SNS”, conta. “Surgiu a pandemia e a ideia caiu por terra, porque todo o trabalho depois desenvolvido consumiu-nos de tal forma que toda a nossa vida foi adiada”, explica, culpando a falta de condições pela sua opção de rumar agora para um hospital privado. Segundo a médica, a decisão “foi difícil e muito pensada” mas a desilusão e frustração pesaram mais.

“Atualmente a disponibilidade dos serviços é nula, porque não há recursos humanos. O trabalho é mal pago; há trabalho não pago e descanso que não é devidamente gozado. Fazemos muito mais horas que o que devíamos, com riscos: riscos para os doentes e para nós. Não conseguimos fazer o trabalho de cinco pessoas”, lamenta a médica que estava ligada àquela instituição há 20 anos. Primeiro como aluna na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, depois como interna e especialista do serviço de Medicina Interna do Santa Maria.

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