Home>Cidadania e Sociedade>ECONOMIA DO DIABO
Cidadania e Sociedade

ECONOMIA DO DIABO

Guilherme Moura Teixeira

É minha intenção ir ao encontro dos interesses dos leitores, não escrevo para mim, mas para cada um que lê esta revista. Falaremos dos problemas económicos, das implicações sociais de algumas medidas que se tomam a nível central, tentaremos levantar questões sobre o que também não temos resposta, e serão tantas porque tão complexa é a teia em que nos envolvem, nos envolvemos, nos fazem querer que uma picada de uma “viúva negra” é riqueza, caminho fácil, vida mais fácil ainda. Não somos todos santos e muitas vezes vemos tanta gente a vender-se por coisa pouca ou nenhuma, por um cargo, um holofote ou por luvas, essas também negras, das que nos tocam e sujam o nosso rosto.

Escolhi como tema geral desta crónica o título de um livro que estudei nos meus tempos de universidade, de Alfred Sauvy, “A Economia do Diabo”, e só espero que me desculpe o autor em juntar aos seus temas de economia pura, as nossas tramas, os nomes pequenos, a indignidade de quem não defende a causa pública, mas também realçar a positividade, a seriedade, a confiança, o empreendedorismo de homens e mulheres, cidadãos deste país que é fantástico.

Procurarei ir ao encontro e respeitar a pluralidade das opiniões, respeitar a linha editorial, respeitar o espaço que ocupo aqui enquanto cronista, mas sobretudo ser honesto com a minha consciência. Sou responsável pelo que escrevo e assumo as consequências como tal. As afirmações e opiniões apenas me vinculam a mim e das quais sou o único responsável. Darei prioridade aos temas atuais da vida económica e da economia política, não escondo nem renego as minhas convicções políticas e religiosas, não sou laico e tenho partido, mas penso pela minha cabeça e tenho a liberdade suficiente para tentar ver o mais longe que o meu entendimento deixar, sem muros, sem constrangimentos, mas pensando sempre que a minha liberdade começa quando acaba a do próximo.

Agradeço a oportunidade que a BIRD Magazine me dá, de poder partilhar com os leitores as minhas ideias, convicções, interesses e experiências. Falaremos das vantagens e das oportunidades do PRR, centraremos a atenção para os problemas regionais, de demografia de regionalização, de desenvolvimento deste nosso espaço regional, sem sectarismos ou bairrismos, mas como opções estratégicas importantes para o desenvolvimento das regiões. Amarante é referência de cidade bonita, de cultura, de lazer, de turismo. Há que realçar as fileiras de desenvolvimento, realçar as escolhas estruturastes de longo prazo, que são as que deixam marcas para as próximas gerações, e, deixam riqueza ou dívida, pobreza e desertificação ou convergência para uma vida social melhor.

É neste tempo difícil em que nos encontramos, depois de fechados por causa da pandemia que deixou débil a economia mundial, colocou máscaras que tapam muitas das nossas emoções, mas quando a primavera ameaçava nascer antes do tempo, porque o tempo se confundiu, aparece o “Louco” Vladimir Putin que acabou com o tempo mais longo de paz na Europa, desde que ela nasceu. A subversão do espírito comunitário que vários sonharam, de uma Europa democrática de Lisboa a Vladivostok e que agora se compara à Solução Final que Himmler e Heydrich ofereceram a Hitler no extermínio de milhões de judeus, assina este assassino uma das mais negras páginas da história da Europa.

Não podíamos ter motivos piores para começar esta série de crónicas, onde os déspotas, os ditadores e os seus amigos, fazem de homens, heróis, mas que apenas queriam viver apenas como pessoas, na sua pátria (Ucrânia), em paz.

Maldito sejas Vladimir!       

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.