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Cidadania e Sociedade

AS ESCOLAS PROFISSIONAIS COMO FATOR DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Ana Ferreira 

Nunca a importância da formação profissional certificada foi tão evidente como nos tempos atuais, tanto para quem emprega como para os próprios trabalhadores das organizações, bem como para o desenvolvimento sócio económico das regiões.

São inúmeras as razões pelas quais se destaca a importância na aposta e valorização das escolas profissionais, como agente único e insubstituível  na formação de técnicos especializados mais capazes em conhecimento e nas competências adquiridas, ao longo do processo de formação. É inegável que estes alunos ficam mais capacitados e habilitados para contextos profissionais mais exigentes onde a inovação, a criatividade, a competitividade e a necessidade de mudança são uma constante.

Quando o objetivo é procurar melhores oportunidades de emprego, ou até mesmo uma promoção profissional ou salarial, a formação profissional certificada e especializada, poderá ser uma ajuda preciosa, contribuindo significativamente para a diferenciação positiva dos seus pares.

Em termos empresariais, contratar colaboradores com formação profissional, com conhecimentos e competências atualizadas e específicas de determinadas áreas, é sempre uma mais valia, uma vez que fortalece a empresa em termos de criatividade, inovação e empreendedorismo, contribuindo para que a mesma seja mais competitiva no mercado e diferenciando-a dos seus concorrentes.

Neste sentido, a formação profissional concebida nas escolas profissionais, deverá ser sempre encarada como uma oportunidade de evolução, que acaba por levar à execução de um trabalho de excelência, contribuindo assim, não só para a valorização pessoal do aluno, como também para o desenvolvimento e a diferenciação da organização, tão necessários na realidade atual.

Segundo indicações recentes, Portugal continua a ser dos países da União Europeia com uma menor taxa de qualificação. Este fator tem um grande impacto a nível sócio económico, uma vez que afeta os níveis de produtividade e de rentabilidade das empresas e consequentemente o PIB do país.

A formação profissional pode constituir uma forma de colmatar baixos níveis de produção, resultantes de conhecimentos e competências insuficientes por parte do capital humano.

É aqui que as escolas profissionais desempenham o seu papel fundamental ao aproximar as metodologias de ensino, ao tecido empresarial existente. A relação escola-empresa é diária, recíproca e mútua, tendo um objetivo comum, a formação de excelência para colmatar as necessidades das empresas.

Neste âmbito, as escolas profissionais são incomparáveis e insubstituíveis. Fazendo uma breve referência ao sistema de ensino profissional na Alemanha, onde a percentagem de alunos a frequentar as escolas profissionais ronda cerca de 60% da totalidade de alunos a frequentar o sistema de ensino. As grandes empresas alemãs, tem como quadros técnicos, estes alunos que frequentam o ensino profissional e são eles o fator diferenciador e galvanizador do tecido empresarial e consequentemente da economia do país.

Também nesta questão, Portugal tem um longo caminho a percorrer e estamos a anos luz das realidades dos países desenvolvidos. A valorização das escolas profissionais como fundamentais e credíveis e como agentes únicos e insubstituíveis na formação de quadros técnicos especializados é urgente e necessário. E este reconhecimento deve ser feito pelos órgãos governativos, pela sociedade geral mas em particular pelos pais, encarregados de educação, alunos e professores.

O estigma associado às escolas profissionais e à escolha de um curso profissional não faz qualquer sentido, muito pelo contrário!

Se queremos ter quadros qualificados e especializados, nas mais variadas áreas, as escolas profissionais são a entidade certa e são a base do desenvolvimento de um país. E isto é certeza!

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