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Cidadania e Sociedade

A POBREZA DA ALMA, A MAIOR DO MUNDO

Obviamente, os humanos não são todos iguais.

Acredito que ainda há alguns diferentes da maioria.

Maioria esta que pouco lhes interessa a gente que morre, sob balas, bombas e mísseis, lá longe! Maioria esta que não desperta compaixão pelas pessoas que se afogam, diariamente, no Mediterrâneo.
Pouco se lhes importa as crianças que morrem de fome, sede, de doenças por falta de assistência médica, medicamentos e vacinas, lá longe!

Afegãos, iemenitas, eritreus, sudaneses, iraquianos, curdos, sírios, palestinos e outros que tais não são ocidentais e logo, as suas vidas têm diminuto valor, não carecem de atenção e comiseração, justiça e/ou misericórdia.

Pouco se lhes importa a vergonha que se passa no nosso país. A destruição completa de um estado democrático.
Não há médicos de família para os doentes (maioritariamente idosos que precisam de ajuda), maternidades a fechar por falta de recursos humanos, pessoas a morrer por falta de assistência médica (um direito fundamental de todos). Dizem os nossos ministros que o SNS trabalha agora em rede (como se fosse possível trabalhar em rede em questões de saúde e quando os hospitais centrais distam centenas de quilómetros)! Relembro que em 2012, o povo moveu-se num enorme cordão humano para evitar o fecho da maternidade Alfredo da Costa. Hoje, morrem bebés e mães e o povo permanece sereno! Até as esquadras já trabalham em rede em modo nómada, em autocaravanas reluzentes e com poiso incerto! Viramos um país de atendimento “on line”.

Mas isto de nada importa, para a maioria das pessoas, que continuam a chorar por dentro, em silêncio e porque pactuam sempre que vão ao supermercado, às bombas de gasolina, pagam a conta da água, luz e os enormes impostos.

Mas isto não interessa nada, neste tempo de maiorias.

A notícia do ano, do século e importante para Portugal foi a ida do Mário Ferreira ao espaço! Em 10 minutos, o empresário transformou-se em astronauta, ou melhor, em falonauta! Virou herói nacional.

Foram precisos (segundo o nosso jornalixo), alguns milhares de euros para a epifania deste português. O seu sonho foi concretizado: ir ao espaço num foguetão, em forma de doce fálico de Amarante. Para relembrar os mais distraídos, que o falonauta é arguido num processo em tribunal por desvio de fundos sociais europeus e paga ordenados miseráveis aos seus funcionários que vestem a camisola da DOURO AZUL. Quantas pessoas com fome, sem casa, doentes, sem acesso à educação, poderiam ver a sua vida melhorada se o falonauta tivesse doado este montante? Faria tanta gente feliz! Mas não, prefere guardar a felicidade só para ele, num ato de sovinice, narcisismo e egocentrismo. Comportamentos tão comuns na corriqueira vida do quotidiano.

A maioria, deve repensar o que de facto importa: HUMANIDADE.

A Humanidade deve sobrepor-se a qualquer cor, vontade e necessidade e egoísmo pessoal.
Enquanto assim não for, a HUMANIDADE está perdida!

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