Cidadania e Sociedade

APARIÇÃO

Soni Esteves Próxima que está a data de envio da minha crónica mensal, dou por mim a perceber que a Covid parece ter ocupado o meu cérebro, de tal forma que em tudo o que penso, faço uma hiperligação que vai lá dar, irremediavelmente. Mas vamos lá explicar isto bem explicado, tanto quanto o espaço nevoento da minha mente, ainda não totalmente dissipado, me deixar. [caption id="attachment_19459" align="aligncenter" width="300"] A
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QUE A PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO, ACONTEÇA NO CORAÇÃO DE PUTIN

Ana Ferreira  Em tempo de celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, encontramo-nos ainda incrédulos ao horror da guerra a que todos assistimos. Nestes últimos dias, revelaram-se muitas das atrocidades cometidas pelos soldados russos contra civis (maioritariamente mulheres e crianças), que nos transportam para tempos primitivos, inimagináveis e expondo o pior do lado irracional, violento e incompreensível do ser humano! Continuo, incrédula a assistir às notícias que nos chegam,
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ECONOMIA DO DIABO

Guilherme Moura Teixeira É minha intenção ir ao encontro dos interesses dos leitores, não escrevo para mim, mas para cada um que lê esta revista. Falaremos dos problemas económicos, das implicações sociais de algumas medidas que se tomam a nível central, tentaremos levantar questões sobre o que também não temos resposta, e serão tantas porque tão complexa é a teia em que nos envolvem, nos envolvemos, nos fazem querer que
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A VIOLÊNCIA PASSA A SER “ARTE”

José Castro Há muitos anos atrás, numa das primeiras visitas que fiz com alunos, ao órgão máximo da Democracia em Portugal, a Assembleia da República, pensando que seria (sempre) um lugar de respeito, de reflexões profundas e exemplo para os alunos, verifiquei que isso não era assim. Um deputado, graças ao seu mau comportamento, quer em ruido, provocações e afirmações, conseguiu “anular” qualquer proposta minha no sentido de dignificar aquele
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QUEM É ALEXANDR DUGIN?

Tatiana A. Santos O Rasputin de Putin Alexandr Dugin é um filósofo russo, nascido em 1962 e um dos autores e comentadores políticos mais conhecidos da Rússia pós-soviética. Desde 2001 que lidera o Movimento Internacional Eurásico. A filosofia, inspirada pela nova direita europeia, tem pano para mangas, mas o conselheiro de Vladimir Putin não é uma personagem muito conhecida fora da Rússia. Por isso é importante explicar ao Mundo, quem
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QUE TEMPOS ESTES

Soni Esteves Nos últimos tempos, as palavras paz e guerra têm feito parte das nossas conversas, recorrentemente, e, sobretudo, temos colocado nelas uma carga emocional diferente, a comprovar que o peso de cada palavra se mede sempre pela vivência que a convoca. Neste período letivo, os meus alunos desenvolveram um projeto interdisciplinar em torno dos temas “Direitos Humanos” e “Interculturalidade”. Por entre as múltiplas atividades, foi-lhes proposto lerem o meu
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É NO ÂMAGO DA FRAGILIDADE HUMANA QUE ENCONTRAMOS A VERDADEIRA ESSÊNCIA DA NOSSA EXISTÊNCIA

Ana Ferreira  Assistimos, ainda incrédulos, todos os dias ao desenrolar da situação trágica que acontece na Ucrânia. Assistimos, ainda incrédulos, à barbárie que nos chega quase em direto, do sofrimento daquele povo, como se também estivéssemos ali naquele momento. Assistimos, ainda incrédulos, ao pior do ser humano! Ao lado negro, primitivo e irracional que todos e cada um de nós tem. Assistimos, ainda incrédulos, à pior crise de refugiados que
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EIS A VIDA POR UM FIO

Eis a morte, a morte trágica, a morte que apavora, o fantástico esqueleto de gadanhas nas garras ferozes, a ceifar multidões de vida por minuto. In “O Pobre Tolo” – Teixeira de Pascoaes (1924) Anabela Borges Cai neve em Kiev e o coração chora. A vida é um céu diferente, todos os dias – um céu opaco, um céu translúcido, um céu fechado como abóbada de cristal, um céu infindo
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DE QUE NOS QUEIXAMOS?

Raquel Evangelina Aqui há dias circulou umas fotografias nas redes sociais do desespero de uns pais ucranianos após a morte do seu filho de 18 meses, vítima de um bombardeamento em Mariupol. Não sou propriamente adepta de quando a comunicação social explora o sofrimento alheio mas decidi referir isto porque as imagens, de um sofrimento atroz, me tocaram em pontos sensíveis. Afinal, de que nos queixamos? Eu sei que todos
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METÁFORA DO MUNDO

Regina Sardoeira Hoje, escrevo uma metáfora, como crónica deste tempo, e dedico-a a todos os que sofrem. Visivelmente, nas imagens mostradas até à tontura, na sombra e no segredo, para aqueles onde o mundo não pôde chegar. Quis escrever sobre o amor para fugir de vez aos temas de tristeza. Comecei a pensar nas palavras e desceu uma lágrima. Sujou-me o papel em que escrevia e a palavra amor,  diluída