Cultura, Literatura e Filosofia

A ESCRAVATURA – PASSADO E PRESENTE

José Castro Comemora-se amanhã, 23 de agosto, o dia Internacional para a “Memória do Comércio de Escravos e sua Abolição.” Infelizmente, Portugal foi um dos primeiros países a fazer comércio global de escravos vindos de África. Entre 1450 e 1900, foram traficados cerca de 11 milhões de indivíduos. Segundo historiadores, o decreto publicado em 1761 pelo Marquês de Pombal (data atribuída ao fim da escravatura), apenas impedia a entrada de
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ACERCA DA IMPOSSIBILIDADE DE REVOGAÇÃO DO MAL

Regina Sardoeira Fiz uma certa reflexão, talvez exagerada quanto ao resultado das suas implicações e ao termo comparativo, mas nem por isso destituída de nexo, quando assistia a um filme acerca das atrocidades perpetradas pelos nazis, no contexto da segunda guerra mundial.  Percebi que os soldados e demais intervenientes no conflito (se excluirmos os grandes chefes e ideólogos) nem sempre e nem todos estariam de acordo com os actos que,
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À MINHA MANEIRA

Regina Sardoeira Vou ousar exprimir algumas reflexões acerca do “Acordo Ortográfico”, mesmo sabendo que a palavra “acordo” não será a mais oportuna, neste contexto. Conhecendo o latim e o grego, línguas mortas que estudei em tempos, percebo que o português deriva delas, essencialmente da primeira, sendo que, procurando a etimologia, as encontramos, invariavelmente. Mas também podemos descobrir outras origens tais como o árabe, o francês, o inglês e, em suma,
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DESALENTO*

Salvar a vida, até onde é possível, mesmo à custa da morte. É o acto do suicida. Vergílio Ferreira (escritor)   DR CARLOS MOURA Anabela Borges Vestiste o teu melhor fato. É sempre bom estar preparado, nunca se sabemos quem nos espera. (o leito do moribundo; o fato do defunto) O que buscas? Que silêncios te perseguem nas vozes insanas que te enchem a cabeça? A vida é aquele lugar
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ILHA

Miguel Gomes Sem qualquer surpresa, o dia escorrega da noite para a iluminada parte da terra, percorrendo sem grandes veleidades léguas de chão parando poucas vezes para escutar o que de nada sai quando a mediocridade e inocência teimam em falar. Fascina-me a inconstância meteorológica e os frutos que a terra vai parindo, seja fecundada profissionalmente ou somente com amor. Fascina-me o acre do suor e o movimento de fuga
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TUMULTOS

Regina Sardoeira Anda no ar um bulício de vozes, de gente, de cores, de cheiros, um bulício multiplicado, se lhe acrescentarmos o outro que não transportamos pelos sentidos físicos, mas nos chega virtualizado em amálgama absoluta. Não há dúvida que o ser humano gosta do tumulto, não fosse ele a animal gregário, por excelência. O ser humano só sente verdadeiramente a sua humanidade se puder misturar-se com os outros humanos
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A ARTE DA ESCRITA – E O RESTO

Regina Sardoeira Escritor. Escrevedor. Escrevinhador. Escrevente. Escrivão…Quantas palavras em que é denunciado, de modo implícito e óbvio, o acto de escrever! E contudo, indo ao cerne da acção que cada uma delas desencadeia, nenhuma pode entender-se como sinónima da outra, ou de todas. A escrita é uma técnica ensinada e aprendida nos primeiros anos de cada um, tornada que foi, ao longo da evolução humana, um inestimável instrumento de comunicação.
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FESTIVAL MIMO – DE AMARANTE PARA O MUNDO

Anabela Borges Diversidade. É a palavra que define o Festival MIMO. Primeiramente, a diversidade é vincada pelo extenso abraço entre dois continentes separados pelo Atlântico, logo seguido por um outro abraço apertadinho entre dois países irmãos: Portugal e Brasil. Nascido na cidade brasileira de Olinda em 2004, o MIMO é agora um festival luso-brasileiro. A cidade que recebe o festival deste lado do Atlântico é a minha bela cidade de
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«A NI ESTÁ AQUI»

Anabela Moreira São 3 livros. Este é o primeiro. Quis escrever um livro para crianças (e adultos) sobre presença, pensamento e cuidado. E amor. Muito amor. A Ni teria querido assim. Eu sou a Maria Romaria e, claro, o livro só tem vida pela mão mágica da Bonnie (mão, olhar, amor, entrega, partilha) 💙🙏. Hoje a Ni sai à rua! Está à venda o E-book em todas as lojas Amazon pelo valor de
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SERVIR FILOSOFIA

Regina Sardoeira Juntem um professor de Filosofia com grupos mais ou menos homogéneos de jovens, entre os 15 e os 17 anos, e experimentem observar o resultado, quando o tema a leccionar é a Filosofia. Agarrem um desses manuais compactos que as escolas mandam os alunos comprar e tentem pôr-se no lugar dos seus destinatários. Recuem no tempo, se for preciso; ou, se não forem já capazes dessa viagem, observem