Cultura, Literatura e Filosofia

O MUNDO DOS HOMENS – AGORA E DEPOIS

Regina Sardoeira Olhar o mundo dos homens, nestes dias atípicos, é um empreendimento assaz complexo. Somos gregários e então criámos concentrações espantosas, um pouco por todo o lado. Temos a vocação da turba, do tumulto, do burburinho, do aplauso. Esquecemo-nos de cultivar o silêncio, a introspecção, o recolhimento, o âmago de nós. Quando uma catástrofe nos reduz à nossa própria e exclusiva companhia, e olhamos ruas, praças, avenidas e esplanadas
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SER MUNDIAL

Sandra Sampaio Somos seres vivos que pertencemos ao reino animal, espécie Homo Sapiens. A evolução natural das espécies conferiu-nos um cérebro que nos permite alcançar uma inteligência e socialização muito superior aos restantes animais. A nossa capacidade intelectual tem sido o nosso triunfo. Pois não somos os mais fortes nem os mais rápidos, nem os que melhor se adaptam a condições adversas. Será que este é o nosso maior trunfo?
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TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS – IMPLICAÇÕES NA ESCOLA ATUAL

Isabel Madureira Atualmente, a escola assenta num critério de uniformidade, ou seja, um tronco comum de programas e de disciplinas, em que é suposto que todos aprendam a mesma coisa, da mesma forma e ao mesmo tempo. Assim, os melhores alunos, aqueles que apresentam um QI mais elevado, são, em teoria, os mais bem-sucedidos. E os outros? Aqueles que apresentam dificuldades persistentes? Como podem aprender, se o ensino é ministrado
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O FENÓMENO VIRAL

Regina Sardoeira Uma pandemia é uma espécie de guerra e já houve várias ao longo da história dos homens. Vejamos: PESTE NEGRA; 50 milhões de mortos (Europa e Ásia) – 1333 a 1351; CÓLERA Centenas de milhares de mortos – 1817 a 1824; TUBERCULOSE 1 bilião de mortos – 1850 a 1950; GRIPE ESPANHOLA 20 milhões de mortos – 1918 a 1919; TIFO 3 milhões de mortos (Europa Oriental e
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O IMPERATIVO CATEGÓRICO, FUNDAMENTO DA VIDA MORAL

Regina Sardoeira “Age de tal maneira que possas querer que a norma da tua acção se converta em norma de conduta universal.” Nem sempre é fácil interpretar, compreender e assimilar esta formulação do imperativo categórico kantiano; mas muito mais difícil é agir sempre de modo a pô-la em prática. E no entanto, levando em conta as palavras todas, e estabelecendo a sua articulação correcta, poderemos aceder a uma das formas
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FALEMOS EM DESACORDÊS

Anabela Borges (Num tempo em que o Acordo Ortográfico de 1990 volta à discussão à Assembleia da República, vale a pena reforçar a ideia dos imensos estragos que temos provocado na língua portuguesa) “A língua é um organismo vivo”, a professora explicava. E os alunos, naquele ponto, ficavam logo muito atentos. E perguntavam, “Como assim, ‘vivo’? Como um animal?”. “Sim”, respondeu a professora, “como qualquer ser vivo”. “Uma língua nasce,
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DE QUEM É A VIDA, AFINAL?

Regina Sardoeira Há uma evidente complexidade na formulação desta pergunta, já que necessário se torna descodificar, se possível, o sentido implícito em cada um dos termos nela contidos. Se o termo "quem" pretender aludir a qualquer entidade sobrenatural, criadora da vida, na total acepção da palavra, poderemos responder que, ao criá-la, ele se tornou o seu dono, pelo que teremos que responder afirmativamente à questão. Por outro lado, e partindo
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QUANDO BRILHA O SOL

Jorge Nuno Um ranking, de 2018, aponta-nos a Finlândia como tendo o povo mais feliz do mundo. No entanto, existe um relatório intitulado “Na Sombra da Felicidade”, elaborado pelo Conselho de Ministros Nórdicos e do Instituto de Pesquisa da Felicidade, que revela dados surpreendentes, muitos deles associados à saúde mental, indiciando que não se sentem mais felizes quando são jovens. Há um destaque para a faixa etária entre os 16
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O DIA EM QUE CONHECI O POETA, EUGÉNIO DE ANDRADE

Isabel Madureira [caption id="attachment_14872" align="alignright" width="191"] Livro autografado por Eugénio de Andrade[/caption] Há dias muito especiais nas nossas vidas, uns que nos marcam pela positiva e outros pela negativa. Todos deixam marcas para toda a vida. Podia falar de todos os dias marcantes da minha vida, mas hoje vou relembrar um dia especial que marcou profundamente a minha relação com a poesia e, por isso, me marcou de forma muito
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A NOSSA COMUM HUMANIDADE

Regina Sardoeira Sou atingida pelo tempo, o tempo do relógio, esse que, de vez em quando, me recorda o inelutável caminho para diante. O outro, se existe, o tempo inescrutável das esferas, das galáxias, dos infinitos mundos que giram incansavelmente não se compadece de relógios, calendários, prazos, fixa-se em rigidez absoluta ou escoa-se na superabundância. Ninguém saberá nunca dizer o que é, mesmo, o tempo. Entretanto, talvez seja melhor, afinal,