Cultura, Literatura e Filosofia

A “ARTE” DE FALAR EM PÚBLICO

Moreira da Silva Num estudo recente, uma percentagem significativa de pessoas inquiridas (45%) disse ter medo de falar em púbico, só depois é que veio o fogo, a claustrofobia e outros medos. A realidade mostra que 3 em cada 4 pessoas tem glossofobia, o medo de falar em público, que se inclui entre as situações que mais criam medo, inibições, ansiedade e nervosismo. São poucas as pessoas que conseguem enfrentar
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NAS FRANJAS DO DESESPERO

Regina Sardoeira O desespero envia-nos para lá do sofrimento, a angústia amarra-nos ao paradoxo de viver e nesta dupla encenação subjectiva se vai tecendo a trama do ser humano: humano, porque assim o designamos nós, a meio caminho entre a divindade e a besta ou entre a besta e a divindade, que a ordem dos termos não é arbitrária. Pelo desespero, damo-nos conta da necessidade de ascese e, no percurso
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A LÍNGUA, A EVOLUÇÃO E O PALRAR DAS CRIANÇAS

Regina Sardoeira Não uso o acordo ortográfico por uma série de razões, todas elas bem ponderadas (e nem sequer vou referi-las todas, neste contexto). Direi, para começar, que, fruto de circunstâncias decorrentes da minha actividade docente, e sendo compelida a escrever sumários, actas e outros documentos afins, respeitando o acordo, percebendo que os manuais escolares usavam o novo tipo de grafia e os alunos já escreviam daquele modo, decidi modificar
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O MELHOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER

José Pedro Barbosa Calma, calma! Percebo que possam pensar que enlouqueci de vez, é uma conclusão verosímil. No entanto, talvez não seja assim tão maluco como as minhas palavras o fazem parecer. O título desta crónica, no seu sentido literal, implica que, na minha opinião, o cego que não quer ver é “melhor”. Obviamente que o Mundo está repleto de paisagens belas, de monumentos imponentes e cheio de beleza no
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A MINHA VIDA E OS LIVROS

Anabela Borges comemorou o seu dia de aniversário na Livraria Lelo, no Porto, juntamente com as duas filhas, a Beatriz e a Inês. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- Anabela Borges Podemos ir a muitos sítios, podemos viajar, partilhar espaços e emoções, mas o regresso à escola, depois de cada interrupção, tem um cheiro especial que retemos, para sempre, na memória. A escola da minha memória cheira ao papel das sebentas e ao uso dos
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A ALDEIA QUE EM MIM HABITA – SOLDO VIGÉSIMO

Pouca-terra-pouca-terra-pouca-terra. Veios percorridos, importantes, que nos ligam. Ao interior, recôndito espaço de cada um. Amadeo, sentado, à janela, vagueia o olhar pela paleta de cores que estimulam emoções suas. Acastelada casa, onde deixara seu amor maior, enquanto manifestava a sua alma, fervorosa, em telas que ansiavam toque seu. A torrencialidade dos sentimentos, levava-o a desenhar belas palavras, de avassaladora profundidade, destinando-as aos que mais estimava. Comboio-purgatório. Uma vez dentro, em
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ODE TRIUNFAL – A ATITUDE IMORAL DE TRUNCAR POESIA

Regina Sardoeira Não, não vou analisar a Ode Triunfal de Álvaro de Campos. Podia fazê - lo; mas não quero. Vou deter-me, somente, nas duas atitudes que suprimiram, primeiro,  três  versos na edição da Ática das Poesias de Álvaro de Campos , onde li o poema, e que substituiu esse conteúdo por ...... tracinhos, e depois, no livro dos alunos de Português do 12° ano, da Porto Editora, onde a
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O BELO NA ARTE

Cidália Pinto Visitei a cidade berço. Guimarães é, sem dúvida, uma das cidades mais lindas que conheço. O centro Histórico provoca-nos uma espécie de nostalgia, como se algures, num tempo fora do nosso tempo, tivéssemos sido parte daquele chão, daquelas pedras. Visitei, também o Palácio dos Duques. Passaria lá, perfeitamente, uma manhã, em silêncio, a observar, a admirar: a absorver. Embora me faltasse esses silêncio, e o tempo (e ainda
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O OLHAR FILOSÓFICO

Regina Sardoeira "(…)Ora, viver sem filosofar é ter os olhos fechados e nunca se esforçar por abri-los; e o prazer de ver todas as coisas que a nossa vista descobre não é nada comparado com a satisfação que dá o conhecimento das que se encontram pela filosofia; e enfim, este estudo é mais necessário para regular os nossos costumes e nos conduzir nesta vida do que os nossos olhos para