Cultura, Literatura e Filosofia

L GATO RABON I LA LHÉNGUA MIRANDESA

Alfredo Cameirão  L scrito que sigue ye la traduçon para lhéngua mirandesa de un scrito de l Porsor Doutor Xosé Henrique Costas nas redes sociales. L porsor Xosé Costas ye lhenguista de l’Ounibersidade de Bigo i, cunsante el mesmo diç, nun ye specialista an lhenguística aplicada, quier más bien ser specialista an lhenguística “implicada”, al lhado de las pessonas que fálan las lhénguas “menorizadas”. Ye grande amigo de l mirandés
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AS MINHAS MULTIDÕES

Regina Sardoeira Por detrás das montanhas, outra montanha há e por detrás dos sonhos, outro sonho. Revejo-me nesta imensidão de sequências onde o fim é sempre o princípio, e o princípio o sentido da caminhada que nos conduz ao centro, numa circunvolução excêntrica, onde o eu e o nós se religam em comunhão. Mesmo que nunca olhemos, nos olhos, para dentro da alma, ao rés da consciência, o ser do
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O ABATE DO PINHEIRO MANSO E A EXTINÇÃO DA VIDA

Regina Sardoeira Há dias assisti, compungida, ao abate de um vetusto pinheiro manso, que se erguia, ali ao fundo, sobranceiro à estrada que, de Geraldes, conduz ao centro de Amarante. Dois anos antes, aproximadamente, haviam derrubado outro gigante, um pouco mais acima, na mesma rua. E o meu horizonte perdeu referências. Agora, dos três habitantes centenários desta zona, resta um. Eu não sei a quem pertence este último e imponente
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A GRAVATA DO ESPLENDOR PERDIDO

Regina Sardoeira O homem entra pesadamente e faz ranger a porta envelhecida; o seu andar é tímido e mal ousa erguer o olhar cansado. Numa das mãos traz  uma mala velha, esburacada e miserável – coçada pelo tempo; na outra amarfanha um pobre casaco de cor duvidosa, aperta-o convulsivamente de encontro ao peito, como se se tratasse de um tesouro querido. O homem traz a morte no olhar e nos
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LS PURMEIROS A BER NACER L SOL 

Alfredo Cameirão  Nun de ls redadeiros scritos, deziemos que la cidade de Miranda, la Tierra de Miranda ou l Praino Mirandés, era l cacho de território q’inda hoije staba mais loinge de la capital de l paíç, ne l “último fin” de l reino, cumo yá al ampeço de l seclo XVII Manoel Severim de Faria, por muitos cunsiderado l purmeiro jornalista pertués, habie fazido ber. Tamien pudimos lembrar que
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AMARANTINALIDADE: O COVELENSE

Dália Carneiro Dizer que a Flor do Tâmega, é, melhor será dizer, foi, a história de Amarante, pois nas suas páginas se relatava tudo o que acontecia no concelho, não é um erro, nem sequer vaidade exacerbada pelos meus, que dela fizeram um orgão de referência. Das informações de nascimentos, aniversários, casamentos, funerais, visitas de assinantes à redacção, às notícias do que ia acontecendo no concelho, do mais pequeno e
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RELIGIÃO E SUPERSTIÇÃO

Rui Marques Araújo  Nesta crónica, atendendo à relação pessoal do Homem com o sagrado ou à sensibilidade deste para o transcendente, iremos notar que a religião, ao longo dos tempos, foi chamando a si uma responsabilidade ética e moral, que careceu do ser humano um apadrinhamento de padrões comportamentais, conforme os ditames contemplados na religião. Entretanto, recobriu-se a religião de um caráter popular que, não sendo ordenado e funcionário do
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PALAVRAS LEVA-AS O VENTO

Soni Esteves Como às palavras leva-as o vento, o melhor é rir com elas, porque para sério já basta a vida. E foi assim que meti as mãos na massa e pensei virar o bico ao prego a alguns provérbios, ditos, aforismos e coisas que tais, para construir um texto. Depois comecei a pensar que isto não era novo, tive medo de meter a foice em seara alheia e fiquei
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NE L ÚLTIMO FIN DEL

“He esta çidade de Miranda povoação antigua deste Reyno situada no ultimo fim delle”, screbiu Severim de Faria, xantre de l cabido de la Sé de Ébora, ne l relato de ua biaige que fizo a Miranda de l Douro, a ampeços de l seclo XVIII, an 1709, para saludar l bispo de Miranda (nunca ye de mais lhembrar que, naquel tiempo, la dioceze de Miranda, cun cabeça na cidade
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A NATUREZA RELIGIOSA E A PRESENÇA DA MAGIA NO SER HUMANO

Rui Marques Araújo Nesta crónica pretendemos avançar, sob a luz de um horizonte teológico, para a explanação de alguns meandros que, devido a práticas esotero-ocultistas, nos distanciam da religião e do cristianismo, que nos enfraquecem na relação com Deus. Dada a frequência cada vez maior deste tipo de práticas, torna-se conveniente, e até mesmo urgente, fazer uma breve alusão a este fenómeno dentro de uma ótica cristã. Não podemos, de