Cultura, Literatura e Filosofia

ENTREVISTA A LUÍS FERREIRA

Raquel Evangelina Hoje trago-vos uma pequena entrevista ao escritor Luís Ferreira. O Luís é natural do Barreiro e, tal como eu, aliás, bem mais que eu, é um entusiasta do Caminho de Santiago. É o escritor que conheço com mais obras de ficção sobre a temática e ler um livro dele faz-me sempre voltar um pouco ao Caminho, mesmo sem sair do lugar. [caption id="attachment_18934" align="alignright" width="300"] Luís Ferreira[/caption] Entrei
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LIGAÇÕES SALGADAS

António Coito A viagem que vos trago hoje é outra. ‘’Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal!’’, exclamava o sujeito poético, no poema de Fernando Pessoa, em jeito de síntese das atribulações que o mar nos deixou – as vidas perdidas, os marinheiros que foram vítimas de naufrágios ou que morreram pelo contacto com outros povos e pela irreverência marítima. Assim, através da metáfora destes
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“DOS MIL E UM FINS”

"Houve, até ao dia de hoje, mil fins diferentes, porque houve milhares de povos. O que falta é a corrente unindo essas mil nucas, o que falta é um fim único. A humanidade não tem ainda um fim. Mas dizei-me, meus irmãos, se a humanidade sofre por lhe faltar um fim, não será o caso que não exista ainda humanidade?" Friedrich Nietzsche, Assim falava Zaratustra, Editorial Presença, página 63 Regina
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QUANDO OS PÁSSAROS CHORAM

“Onde? Onde? Passado algum tempo pareces um pássaro. Paras, mas a tristeza continua a chamar. Deixa-te e voa para longe   sobre os frios campos nocturnos, à procura, à procura, sobre os rios, sobre o ar vazio.” Trecho do poema “Os Entes Queridos”, In: Magaret Atwood, “Afectuosamente”, Bertrand Editora, 2021 Anabela Borges Ainda não tinha Julho subido à categoria de mês nas quadrículas do calendário, já eu tinha encomendado, na
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A SUPREMA NECESSIDADE DE REGRESSO AO UNO

Regina Sardoeira Há inúmeras inconsistências nas atitudes e nas acções dos humanos - nas minhas , portanto. Lembro-me de algumas; vejamos. As pessoas dizem que amam os animais (às vezes dizem que os adoram). E contudo continuam a comer carne. E no entanto continuam a achar que a caça é um desporto. Ou que a tourada é uma tradição ou um fenómeno artístico que convém preservar. Muitas montam a cavalo
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ANTES DO MUNDIAL ACABAR PARA NÓS

Maria João Covas Estamos numa época em que ouvimos falar muito de futebol. Claro que sempre que a nossa seleção joga, nenhum português fica indiferente: O friozinho na barriga, as contas para ver se passamos, a ânsia que o jogo acabe se estamos a vencer. Agora imaginem que disso dependia a sobrevivência do lugar onde morar. Imaginem que o desenvolvimento da vossa terra dependia de uma vitória. Da vitória de
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COMUNICAR PARA AS AUDIÊNCIAS

Ana Margarida da Cunha Ferreira, Nº 1, No dia 11 de Junho, durante a manhã, o Jornalista Ricardo Pinto deslocou-se à Escola E.B. 2/3 de Toutosa, para os alunos do 8ºA assistirem a uma apresentação sobre “Ser jornalista no século XXI”. Esta sessão foi enriquecedora, na qual se analisou a linguagem verbal e a linguagem não verbal. O orador explicou o que era audiência, interlocutores, o esquema de comunicação, entre
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QUANDO A HUMANIDADE COMEÇAR A VER

Regina Sardoeira Certas palavras e expressões, antes reservadas a contextos específicos, íntimos ou elevados, são hoje desbaratadas sem qualquer reserva. É comum ouvir ou ler nos múltiplos comentários e textos dispersos pelas redes sociais, nos vídeos em directo ou diferido de propaganda e venda de produtos, palavras e frases como : "Amo este vestido!" ou "Estou apaixonada por estes sapatos!" Por mim, diria, de preferência, "Gosto muito deste vestido!" ou
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O VERDADEIRO É O TODO

Regina Sardoeira  O racional é real e o real é racional … estranha frase não é? Duas palavras, real e racional, repetidas e trocadas, acopladas pelo verbo ser...e eis a sentença filosófica do grande mestre do idealismo dialéctico, Georg W. F.  Hegel. Para a maioria, um jogo inútil de signos, uma metáfora ou, quem sabe?, um divertimento fútil de quem nada  de mais útil encontrou para fazer na vida. E
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ECOS DOS ALUNOS DO 8.º A – NOTÍCIA

Maria Isabel Davide, n.º 11 No dia 11 de junho tivemos a presença de um jornalista chamado Ricardo Pinto, que nos veio falar de um assunto muito importante, como fazer uma apresentação oral. Esteve a falar de vários tópicos: como preparar uma apresentação pública, referindo os cuidados a ter em consideração. Esta sessão deu a conhecer várias ideias, a postura corporal numa apresentação, a forma de transmitir oralmente o assunto