Cultura, Literatura e Filosofia

O VERDADEIRO É O TODO

Regina Sardoeira  O racional é real e o real é racional … estranha frase não é? Duas palavras, real e racional, repetidas e trocadas, acopladas pelo verbo ser...e eis a sentença filosófica do grande mestre do idealismo dialéctico, Georg W. F.  Hegel. Para a maioria, um jogo inútil de signos, uma metáfora ou, quem sabe?, um divertimento fútil de quem nada  de mais útil encontrou para fazer na vida. E
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ECOS DOS ALUNOS DO 8.º A – NOTÍCIA

Maria Isabel Davide, n.º 11 No dia 11 de junho tivemos a presença de um jornalista chamado Ricardo Pinto, que nos veio falar de um assunto muito importante, como fazer uma apresentação oral. Esteve a falar de vários tópicos: como preparar uma apresentação pública, referindo os cuidados a ter em consideração. Esta sessão deu a conhecer várias ideias, a postura corporal numa apresentação, a forma de transmitir oralmente o assunto
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“COGITARE”- MODO DE FÉRIAS ATIVADO

António Coito  Pensar, conceber e preparar definem o termo latino cogitare. Na verdade, aproximou-se a altura disso mesmo. Dentro de dois dias chega ao fim mais um ano letivo. Que grande aventura! Recordo-me nitidamente da abordagem que vos fizera, em Setembro de 2021 (escrevo o mês com letra maiúscula, dada a sua grandiosidade), quando partilhava convosco as minhas inseguranças, em função do agravar da situação pandémica e começo de uma nova
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ALEGRIAS DE MAIO

Soni Esteves Gosto muito do mês de maio. Por essa altura, libertamo-nos do peso dos casacos, abrimos as janelas sem medo de resfriados ou do calor excessivo, e vemos a natureza a pulsar, enquanto os dias se demoram no horizonte. Enfim, este sempre foi para mim um mês de doces promessas, ainda que muitas delas não se venham a cumprir. Lembro que na escola primária, ao mês de maio chamávamos
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1000 TSURUS PELA PAZ – UM VOO DE ESPERANÇA NA LUZ DOS DIAS

Escola Básica de Toutosa, Marco de Canaveses, ano letivo 2020/2021 O nosso projeto de DAC (Domínio de Autonomia Curricular), intitulado “1000 Tsurus pela Paz”, surgiu de uma ideia que a nossa diretora de turma apresentou ao conselho de turma. Pretendia-se que, através de um conteúdo lecionado na disciplina de História no âmbito da Segunda Guerra Mundial, houvesse uma abrangência interdisciplinar e que nos permitisse fazer uma aprendizagem significativa entre o
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A CONDIÇÃO HUMANA: FAZER OU LAZER?

Regina Sardoeira Há o "fazer" - e depois há o "lazer". Qual destas condições é mais adequada ao ser humano? Ao longo dos séculos a humanidade alicerçou-se no "fazer", escassamente ultrapassando o "homo faber".  Pela acção, o homem edificou um mundo justaposto ao original; e a ânsia construtiva tornou-se de tal modo imperiosa que submergiu a natureza . Foi nascendo uma nova realidade, feita de materias submetidos a múltiplas transformações
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A DAR VALOR À NOSSA CULTURA

Maria João Covas E de repente estou a ler bastantes autores portugueses. E de repente estou a gostar de ler os novos autores nacionais. Pois é. A tendência nacional é para dizer mal do que se faz no país. Quer seja a nível da arte, quer seja a nível da produção de bens. Mas se olharmos com atenção, afinal não estamos assim tão mal. A vacinação está a progredir, o
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O ESCRITOR, A SUA OBRA – E OS LEITORES

Regina Sardoeira Regra geral, porém, o artista quer ter público, quer ser uma voz activa no âmago dos seus contemporâneos, quer marcar uma presença : não cabem nele, apenas, as palavras, os sons, as cores que a imaginação lhe ditou. Será um eterno desajustado, esse, que quer ser escutado e para quem os ouvidos se mantêm endurecidos? Ou será, simplesmente, uma voz desfasada do seu tempo, póstuma, portanto, como também
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O VENTO NOS SALGUEIROS

“A Primavera bulia em toda a parte, no ar lá em cima, por baixo da terra e em redor, impregnando também a escura e humilde casinha do Toupeira com aquele seu espírito de sagrada e ansiosa inquietação.”, In “O Vento nos Salgueiros”, Kenneth Grahame (1908) Anabela Borges Há um arrepio de vozes que assalta o ar fresco da manhã. Maio leva o tempo adiantado no calendário, mas os tempos não
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O TRIÂNGULO NA LITERATURA

Maria João Covas Quando se fala de livros estamos, simultaneamente, a falar de autores de textos e de leitores. O processo começa com o autor, quem escreve. O criador de uma história original. Aquele que recria uma História de alguém que existiu e que se assim não fosse se desvanecia nas brumas do esquecimento. O poeta que nos faz sonhar e viajar para além dos sentidos. O dramaturgo que não