Cultura, Literatura e Filosofia

AS MULHERES E O GÉNIO

Oscar Wilde o célebre escritor irlandês, autor do extraordinário romance O Retrato de Dorian Gray, dramaturgo de grande mérito de onde destaco A Importância de se Chamar Ernesto, poeta de mérito de que pode ler-se A Balada do Cárcere de Reading, narrador cativante de histórias como O Rouxinol e a Rosa foi julgado por sodomia e condenado a dois anos de trabalhos forçados na Grã-Bretanha puritana e hipócrita do século
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SOMOS O ARQUITETO DO NOSSO FUTURO

 A forma frenética de se viver nos dias de hoje faz com que fique por cumprir o preceito rigoroso da felicidade que é apreciar a vida e saborear lentamente cada momento que passa, para que o amanhã não chegue muito depressa. Neste tempo em que é quase tudo tão volátil é preciso estar ancorado e viciado na vida e espalhar alegria na embriaguez da felicidade. A história da humanidade é também
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A ALDEIA QUE EM MIM HABITA – SOLDO QUARTO

Vivalma na residência do esquecimento. Ao peito as mãos levadas. Morno o sentido. Tardiamente, ou não tarde ainda, o pensado, reflexo do prelúdio que memória póstuma mendigava. Emoção mor, a que permitia aconchego na escarpa de mim, coabitava com hibernada razão, não muito distante de alimentar recolha. A sobriedade do momento afreguesava ações muitas, gravitando em torno de espaço em branco, reiteradamente preenchido com um silêncio que vitimava verbal nomenclatura,
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AMARANTE ESTÁ DE LUTO

A arte amarantina perdeu mais um dos seus génios. Deixou-nos Antero de Alda, pseudónimo de Antero Pereira, Professor de Educação Visual na EB 2/3 de Amarante. Formado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e Mestre em Tecnologias pela Universidade do Minho, para além de ser professor, dedicava parte da sua vida à fotografia e à poesia, tentando reunir num só espaço um bastíssimo espólio, retratando
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CRESCER?

Durante toda a nossa vida somos presenteados com diferentes experiências e diferentes realidades que moldam a nossa maneira de viver. Quando somos pequenos, vivemos da maneira mais pura possível. As influências do ambiente familiar e da sociedade onde estamos inseridos, simplesmente, não existem. As ações não têm consequências, não estamos bloqueados pelo nosso pensamento, bem pelo contrário, sentimos a liberdade de sermos "crianças". Somos felizes sem reservas, sem receios, sem
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O OUTRO

Perdes-te no outro e esqueces-te de ti. Da tua boca tanta gente, tantos episódios, tantas vozes graves e agudas que se apartam da tua. Junto de colegas e amigos, ocupas o teu tempo com o teu chefe insuportável,  com o namorado irresponsável, com os colegas e a permanente intriga ou com aquele familiar que vive com o rei na barriga. Reproduzes histórias, deturpas factos, exultas emoções, gesticulas e imitas vozes, tentanto
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O ADJETIVO

 Hoje vou escrever sobre... O Adjectivo. O Nome que se junta a outro. Aquele género de palavras, transversais a todas as línguas, úteis para atribuir qualidades a outras permitindo-lhes uma clarificação superior.   Suponhamos que no nosso texto íamos falar de uma MESA. Como resulta evidente, ao lermos a palavra «mesa», somos, de imediato, invadidos mentalmente pelo respectivo conceito que, ao nível ideal, corresponde à imagem de uma mesa concreta, uma,
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A NOSSA MÃE

MIGUEL GOMES A nossa mãe é a melhor do mundo. Sei que sim, vejo pela minha. Jamais poderia imaginar-me descer de qualquer dimensão onde possa ter estado antes de regressar a este mundo, e vir ao mundo parido que não pela minha mãe. Ainda a tenho, a meu lado, quase lhe consigo ouvir ainda o bater das agulhas enquanto tricoteia mangas, botões e por fim casacos inteiros de bebé, ou
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ANDA VER, MAIO NASCEU

“Anda ver, Maio nasceu”* “Anda ver, Maio nasceu”* “Em Maio, comem-se as cerejas ao borralho”. Esperemos que não, que o tempo cinzento já vai mais que muito, e já atrasa o calendário, o crescimento das alfaces no quintal e o despertar dos botões de rosa no jardim; e deixou, de súbito, carecas as tulipas que se atreveram a espreitar a luz ao mundo. Por esta altura, é costume já ter
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OUVES OU NÃO?

Há dias que me apetece hibernar, ou primaverar (embora ache que a primavera também ande com vontades estranhas), hoje foi um desses dias. Fui trabalhar com pouco ânimo e troquei a emissão da rádio online, do costume, por uma lista de músicas do youtube. Na semana passada descobri o tema "Scars" do James Bay, e estou naquela fase do vício (não sei se vocês têm destas manias, mas eu sou