Cultura, Literatura e Filosofia

FRANZ VON SUPPÉ

Corria o ano de 1819, quando em Split na (então) Dalmácia, nascia Francesco Ezechiele Ermenegildo Cavaliere Suppé Demelli. Crê-se que fosse descendente de uma família belga que teria para aí emigrado, por volta do século XVIII. Sendo um parente afastado do compositor italiano Gaetano Donizetti, cedo começou a demonstrar talento para a música tendo começado a compor desde jovem. Durante a sua adolescência, terá estudado flauta e harmonia na cidade
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O JORNAL NOTÍCIAS EM PORTUGUÊS EM LONDRES – A FORÇA DA CPLP

Vivemos num mundo em constante mudança, em sociedades regidas por leis e valores e interesses mutáveis que vão orientando a nossa vida. Esta mudança constante de valores e interesses ao longo dos tempos manifestam-se, nas sociedades, nas alterações políticas, sociais, culturais, ideológicas, científicas….Logo, a mudança social é a transformação da sociedade e do seu modo de organização. Sem estas dinâmicas a sociedade não existiria. Já o tinham referido anteriormente os
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E SE A MORTE TIVESSE CURA?

Gosto muito de viver. É certo que há dias em que barafusto comigo (como se não bastasse, com os outros, também), e sinto-me a pessoa mais "qualquer coisa de má" que existe à face da terra. (Sim, tenho uma veia dramática.) Reclamo, quase de manhã à noite. Ninguém me ouve, porque reclamo fundamentalmente comigo. Mas depois, é chegado aquele momento em que olho para os meus pimpolhos - que é
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UMA BELEZA ESCONDIDA

Algumas palavras não deviam ser usadas em determinados contextos. Que me proíbam de dizer umas asneiras de vez em quando, tudo bem, aceito... que me sinta forçada a agradecer, a cumprimentar, a despedir, tudo bem, eu aceito... Mas aquelas palavras que exprimem opinião ainda me causam algum desconforto. Ainda me sinto presa no momento antes de os meus lábios se separarem e a minha voz as fazer ecoar por entre
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O PIANO QUE TOCA EM SILÊNCIO

Irredutível é o suspirar da miragem, ela que me invoca tão estranhamente no indefinido. Não tomo partido de mim mesmo, não esfrio pensamentos, não enxugo lágrimas de ninguém. Era escrita uma carta, uma carta que levava tudo dentro, até o suspiro da tua ingenuidade. Toda a gente pensava que eu era o tal, tu pensavas que eu era o tal, o tal que transparecia insignificância, egoísmo, vaidade. Nunca as minhas
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A MEDIDA DA GRANDEZA

Conversando com um amigo sobre o existencialismo,  ouvi-o afirmar que o assunto está desactualizado, que hoje não faz sentido ser existencialista ou defender o existencialismo. Disse-me ele que as preocupações de hoje são outras,  que ninguém se ocupa com as questões da existência ou do sentido da existência. Fiquei a pensar no assunto. Se, aqui e agora, começar a falar deste tema que acolhimento terão as minhas palavras,  caso o
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FRACTAL

 O avião sacode-se como se libertasse das camadas pressurizadas da atmosfera, essa amálgama de gases que se deixa abater sob a gravidade. Ser-se ar não será certamente fácil. Aliás, ar nem é ar, sabemos lá o que respiramos? Somos sôfregos como qualquer animal embezerrado, a necessidade de acolhimento em úberes, a marrada ritmada num ventre e o sorver desregrado do leite ou ar. Mas não somos só leite, nem ar,
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UM CONTO DE NATAL “O Segundo Natal do cavaleiro da Dinamarca” (O Natal do homem bom)

Todos os anos, nesta época, publico um conto de Natal. Faço-o desde 2012, sendo este, portanto, o meu sexto conto de Natal. Aqui fica um excerto: No Inverno, a floresta da Dinamarca reinava num reino de frio e penumbra, ficava *“presa em seus vestidos de neve e gelo”. Mas em casa do Cavaleiro a maior festa do ano era precisamente no Inverno, “no centro do Inverno, na noite comprida e
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E NÃO SE SAUDARAM NA PAZ DE CRISTO – VII (Por fim, não se saudaram na paz de Cristo)

ANABELA BORGES Chegamos agora ao fim da publicação, em tranches, do conto “A Tundra”. Nesta saga, Lisinha, a personagem principal, vai-nos guiando através das suas memórias. Desta feita, levanta-se o contingente da Gripe-A, que impunha novos comportamentos à população, mas não é desta que a missa voltará ao normal. Tudo pode acontecer neste cemitério de memórias de uma povoação do Norte de Portugal, memórias atestadas de crenças, vícios, amizades e