CULTURA+LITERATURA+FILOSOFIA

OBLIVIAMENTE

Quando se sentam nas cadeiras, cinzentas, encolhem-se numa implosão existencial e entre napa esburacada e suja encontram forma de acolher a ansiedade. Se o cansaço afirma, a cabeça descai e pende para trás, encostando-se ao vidro manchado de onde se decalca tristeza e a palavra Urgências passivamente substantiva o local. O despreparo do vidro para a solidão fá-lo oscilar e ir ao encontro de corpos que lá se encostam, dando
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VIVA A VIDA!

A finitude da vida humana, que é um processo inevitável que chega a todos inexoravelmente, sempre preocupou o homem. As religiões, as artes, as ciências e a filosofia tentaram sempre responder a esta questão, porém nenhuma delas conseguiu respostas completas e universais. Em termos filosóficos, a finitude humana é algo que para cada um de nós é certo, mas cujo momento desta ocorrer é bem incerto. A finitude humana é certa,
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IR AO CENTRO DA TERRA

Não tenho qualquer problema em assumir-me como um homem das coisas simples e, simplesmente, me considerar assim. Bebi essa linearidade dos dias, pela infância que me foi oferecida na espontaneidade do que havia. A terra era o meu chão material e meu chão filosófico. É do solo que busco as raízes que me seguram à vida. Queria ir ao centro da terra. Com doze ou treze anos, atirei-me para essa
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A ALDEIA QUE EM MIM HABITA – SOLDO QUINTO

Acotovelavam-se. Robusta tessitura a que descontrolava razão que se abeirava de varanda do pensamento. Em distante berço, mas perto de onde bombeado se sente humana intensidade, embalado sou pelo decorrer integral de um quadro que me permite desnutrir a artística capacidade de sorrisos desenhar em face minha ou em outras que possa potenciar a continuidade de mim no Outro. Não se entenda aqui que sorrisos apenas humanos. Outros tantos, também,
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DO MAL

Há pessoas sem coração, sem afetos, gélidas como o frio que se faz sentir nos polos. Para elas, o outro não existe e nada mais há para além dos seus pretenciosos umbigos. Existe o ladrão que faz do objeto alheio o seu ganha pão, numa vida onde o trabalho é doença que mata por exaustão. Depois vem o vigarista, habilidoso malabarista e mentiroso ilusionista que, na alheia ingenuidade, espalha a
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EU FUI, EU SOU, EU SEREI

Nem todos percebemos o que se passa em nosso redor... Pensamos que estamos sozinhos, que a nossa vida não tem significado nenhum e isso não poderia estar mais longe da verdade. Durante anos, eu pensei da mesma forma. Nada me agradava, nada me fazia feliz... Tudo o que acontecia, era vazio. Os momentos bons existiam, mas eram fugazes. O resto era composto por julgamentos, dúvidas, incertezas... Achava que não tinha
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COISAS COM FOLHAS IMPRESSAS AGRAFADAS, UMA CAPA, UM TÍTULO E UM NOME DE AUTOR…

A literatura nas suas diversas formas, incluindo portanto o romance,  é uma arte  e deve ser respeitada por todos: quer pelos leitores, que necessitam possuir engenho para separar a verdadeira literatura da mistificação, a fim de não serem ludibriados por essas "coisas" com folhas agrafadas, uma capa dotada de um título, quantas vezes pomposo (estou a lembrar-me de alguns mas não os citarei, pelo menos hoje!) acompanhado da palavra "romance"
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O CÉU DO PENSAMENTO

Paro muitas vezes para pensar. Ou então penso sem estar parada. Não posso dizer que penso durante todos os minutos do dia, pois estaria a mentir. Pensar não enche o meu cérebro até todas as suas extremidades. Há lá para dentro outras coisas... Só penso quando sei que estou a pensar. O resto é menos explicável, no entanto, não é menos importante. O futuro é o maior impulsionador para o
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AS MULHERES E O GÉNIO

Oscar Wilde o célebre escritor irlandês, autor do extraordinário romance O Retrato de Dorian Gray, dramaturgo de grande mérito de onde destaco A Importância de se Chamar Ernesto, poeta de mérito de que pode ler-se A Balada do Cárcere de Reading, narrador cativante de histórias como O Rouxinol e a Rosa foi julgado por sodomia e condenado a dois anos de trabalhos forçados na Grã-Bretanha puritana e hipócrita do século
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SOMOS O ARQUITETO DO NOSSO FUTURO

 A forma frenética de se viver nos dias de hoje faz com que fique por cumprir o preceito rigoroso da felicidade que é apreciar a vida e saborear lentamente cada momento que passa, para que o amanhã não chegue muito depressa. Neste tempo em que é quase tudo tão volátil é preciso estar ancorado e viciado na vida e espalhar alegria na embriaguez da felicidade. A história da humanidade é também