CULTURA+LITERATURA+FILOSOFIA

A IMPRECISÃO DE ALGUNS DIAS…

Quantas são as vezes que nos sentimos impotentes no meio dos muitos acontecimentos que, diariamente acontecem nas nossas vidas? Certamente que todos, e cada um de nós, já passou por esta experiência. O dia amanhece e mesmo que esteja sol, parece que não conseguimos atravessar as nuvens escuras que pairam sobre as nossas cabeças… E a nossa mente dá voltas e mais voltas á procura de uma solução que parece
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POSSO VOS FALAR DE AMOR?

Todos nós conhecemos o Amor e vivemos este nobre sentimento de diversos e diferentes modos nos vários contextos onde estamos inserido e nos quais vivemos as nossas relações pessoais. Vivemos amor, sentimos Amor, demonstramos, mas poucas vezes falamos do Amor e o Amor é algo que deve ser falado e partilhado. Nas nossas relações e, desde sempre, fomos habituados ao cliché de que o Amor sente-se e não é preciso
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REFLEXÃO QUÂNTICA

Quando os temas são demais e as palavras sempre as mesmas para dizê -los, uma certa inquietação percorre a mente criativa. O caos instala -se e a tentativa de dar uma ordem às ideias adquire um poder bloqueante. Imersa e dispersa  em círculos,  a imaginação voga, turbilhonando, à espera que uma súbita clareza reponha o fluxo organizado do pensamento. Tenho pensado, ultimamente,  nos problemas quânticos e na ordem aleatória que
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SILÊNCIO TONITRUANTE

Habituamo-nos ao silêncio e quando este deixa de se fazer ouvir, a sua ausência é ensurdecedora. Felizmente, as gotas que se esbatem na soleira, quente pelo ensolarado nevoeiro que cobriu o primeiro dia de Verão, e no ferro, também quente, empoeirado, musgado, corroído às sardas, ondulam a sonoridade, mecanicamente trazendo na sua transversalidade o que vibrará no meu tímpano e na miríade de ossos minúsculos com que Deus me votou
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A ALDEIA QUE EM MIM HABITA – SOLDO SÉTIMO

Envelhecer. Crescer com a certeza do lar não voltar a sair. Ou a ele retornar, para um nascimento que de afetos nos entardece, de emoções arredondado, que de simples forma nos fortalece a defesa da tese de um futuro maior continuidade ter na voz de outros que os nossos são. Sem vidro que nos separe de uma realidade que se quer cheirar, sentir, verticalizamos corpo nosso que também o é
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O EXTRAORDINÁRIO

Certo dia, estava eu em casa, numa altura em que sentia-me um pouco sozinho, algo perdido e sem rumo, quando recebo uma chamada. Disseram-me que andavam à procura de alguém com grandes capacidades para um concurso intitulado de “Os Extraordinários”, que passava na RTP1. Estavam a precisar de um maestro jovem e lá encontraram o meu nome, para meu espanto. Na altura, fiquei quase sem saber o que dizer, porque queria
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NO ANO INTERNACIONAL DO PATRIMÓNIO

Em torno do património, no seu Ano Internacional: A casa é o meu lugar de amor e de paixão A terra onde sou feliz, da vida o inteiro coração A região sagrada onde a família se constrói e enriquece A casa é a minha identidade do que é e do que aparece O chão de onde parto e onde cansado me regresso Nas curvas da vida onde amanheço e anoiteço Ali está a minha
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OS NOSSOS HAL 9000

São casos clínicos, muitos deles, os dos aventureiros que ousam, num ímpeto, desligar o seu parasita de uma vida: esse sem rosto que toma a rédea das datas, dos trajectos quotidianos, das próprias decisões que envolvem amores, profissões, devoções e as palavras confinadas aos “sim” e aos “não”. Difíceis para um diagnóstico que não entre em contradição consigo mesmo, porque o parasita pensa em tudo, até no significado dos sentimentos,
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O VELHO SENTADO À SOMBRA

Desde de novo que imagino o avô como o culminar idílico de uma vida. Na perspetiva de criança da aldeia que fui. O pai do pai sentado na pedra granítica encostada à parede da casa velha; a mãe da mãe entretida na lide doméstica ou a tricotar, como quem junta todos os minutos numa espécie de novelo, para que o tempo renda, e com o terço na mão, as preces